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Tenistas vão intensificar protesto por premiação em Wimbledon
Os principais tenistas do mundo estão considerando intensificar em Wimbledon o seu protesto contra uma distribuição de receitas que consideram injusta em seu esporte e anunciaram, nesta quarta-feira (24), que suas coletivas de imprensa na primeira semana do torneio londrino serão limitadas a 15 minutos.
Em seu texto, explicam que esta duração faz referência ao percentual das receitas que recebem atualmente (um pouco menos de 15%) por parte dos grandes torneios.
Em Roland Garros, o protesto dos tenistas se limitou às coletivas de imprensa anteriores ao início da competição, as do tradicional 'Media Day'.
"Após consultas exaustivas com os jogadores e jogadoras dos dois circuitos (ATP e WTA), seus representantes escreveram à direção de Wimbledon para informar sobre a ação proposta, ao mesmo tempo em que aplaudiram o aumento de 20% no montante das premiações em relação à edição anterior do torneio", escreveram em seu texto.
Para a edição de 2026 de Wimbledon, que começa em 29 de junho, o prêmio chega ao recorde de 64,2 milhões de libras (R$ 440 milhões, na cotação atual), em relação aos 53,5 milhões de libras do ano passado.
Trata-se "de longe do maior aumento anual da história do torneio", declararam este mês os organizadores da competição.
Em sua carta, os tenistas recordam que no ano passado propuseram que a premiação tivesse um aumento para 71 milhões de libras este ano (cerca de R$ 487 milhões).
Em Roland Garros, vários atletas explicaram que o protesto iniciado não era contra os jornalistas.
"Não é contra vocês, só estamos lutando por uma porcentagem mais justa", explicou então a número um do tênis feminino, a bielorrussa Aryna Sabalenka.
L.Carrico--PC