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Os grandes momentos de Messi pela seleção da Argentina
Campeão mundial e bicampeão da Copa América pela Argentina, Lionel Messi se despediu nesta terça-feira (6) da seleção argentina consagrado como uma lenda. Campeão mundial em 2022 e bicampeão da América, o camisa 10 encerrou uma trajetória inesquecível com 126 gols, recordes e uma marca indelével na Albiceleste.
Estes são alguns dos momentos que marcaram a carreira do astro de 39 anos na seleção, uma caminhada marcada por decepções, conquistas históricas e uma transformação que o tornou um mito:
. 2006: sua primeira Copa
Lionel Messi foi convocado por José Pekerman para a Copa do Mundo da Alemanha, dez meses após sua estreia na seleção principal contra a Hungria, interrompida abruptamente por uma expulsão menos de um minuto depois de entrar em campo.
Ele estreou no maior torneio do futebol aos 74 minutos do segundo jogo da fase de grupos, em 16 de junho de 2006, quando a Argentina vencia a Sérvia e Montenegro por 3 a 0. O jovem Messi deu uma assistência para Hernán Crespo apenas quatro minutos após entrar em campo e, em seguida, se juntou à festa marcando um gol, fechando a goleada de 6 a 0 poucos dias antes de fazer 19 anos.
. 2014: frustração no Maracanã
Após duas eliminações consecutivas nas quartas de final diante da Alemanha (2006 e 2010), a Argentina reencontrou a 'Mannschaft' na final da Copa do Mundo do Brasil 2014.
Messi não balançou as redes na África do Sul em 2010, mas brilhou no Brasil com quatro gols e uma assistência, sendo decisivo na trajetória da seleção até a final.
Ele foi eleito o melhor jogador da competição, apesar de não ter conquistado o título.
O craque, então jogador do Barcelona e capitão da seleção argentina, viveu com enorme decepção a derrota por 1 a 0 para os alemães na prorrogação da final, no Maracanã.
. 2016: um efêmero primeiro adeus
Ao contrário de sua carreira gloriosa no Barça, Messi acumulava frustrações com a seleção, e algumas palavras suas abalaram o mundo em junho de 2016.
Após perder a final da Copa América para o Chile em 2015, a Argentina voltou a enfrentar 'La Roja' um ano depois, no duelo decisivo da edição Centenário nos Estados Unidos, confiante em dar o troco.
A disputa foi para os pênaltis, assim como havia acontecido no ano anterior em Santiago, e a história se repetiu: os erros de Lucas Biglia e do próprio Messi resultaram em mais um título para o Chile no estádio MetLife, em East Rutherford, cidade vizinha a Nova York.
Ainda sob o impacto da derrota, Messi anunciou sua despedida da seleção com apenas 29 anos.
Começou então uma onda de apelos para que ele voltasse atrás na decisão, partindo desde o então presidente da Argentina, Mauricio Macri, até a lenda Diego Maradona, além de milhares de torcedores.
Dois meses depois, o "Camisa 10" decidiu retornar, para o alívio de todo o país.
. 2021: enfim, a primeira Copa América
Prestes a deixar o Barcelona após 17 temporadas para se juntar ao Paris Saint-Germain, Lionel Messi manteve o foco durante a Copa América de 2021, no Brasil: dividiu a artilharia e terminou como o líder de assistências do torneio.
Ele conduziu a Argentina à final contra a seleção brasileira. A 'Albiceleste' venceu seu arquirrival por 1 a 0, com um gol de Ángel Di María.
Após três finais perdidas de Copa América (2007, 2015 e 2016), Messi finalmente deu a volta por cima e saboreou seu primeiro grande título com a Argentina.
. 2022: o topo do mundo
Amparado por uma equipe consolidada por Lionel Scaloni, Messi encarou a Copa do Mundo do Catar com a sensação de estar diante da oportunidade definitiva de alcançar a glória máxima com a Albiceleste.
Ele deixou isso claro desde o início e, antes da final, marcou cinco gols.
O confronto ocorreu em 18 de dezembro de 2022, em Lusail, perto de Doha, e o capitão assumiu seu papel de líder ao marcar dois gols contra a França, partida em que Kylian Mbappé respondeu com um hat-trick resultando em um empate de 3 a 3 que levou a decisão para os pênaltis.
A cobrança de Gonzalo Montiel garantiu a terceira estrela argentina e encerrou a última pendência de Messi: aos 35 anos, o jogador de Rosario conquistou o mundo.
. 2026: a última Copa
Longe de se contentar com a conquista no Catar, a Argentina prolongou sua fase mais gloriosa ao levantar a Copa América de 2024, um novo título que consolidou o legado de Messi com a Albiceleste.
Quando muitos imaginavam que seu ciclo internacional havia chegado ao fim, Messi decidiu chegar à Copa do Mundo da América do Norte.
No Inter Miami e já na reta final da carreira, ele também cumpriu esse último desafio.
Já na competição, marcou três gols em uma partida contra a Argélia, apenas uma semana antes de completar 39 anos.
No torneio, superou o alemão Miroslav Klose como maior artilheiro da história das Copas do Mundo, embora ambos tenham sido posteriormente ultrapassados por Mbappé, que terminou a competição com um recorde de 22 gols.
Messi encerrou sua trajetória em Mundiais com 21 gols. O último deles foi marcado em 7 de julho de 2026, quando marcou na vitória dramática por 3 a 2 sobre o Egito, nas oitavas de final. Foi seu oitavo gol na América do Norte.
Depois de passar em branco contra a Suíça (3 a 1) nas quartas de final e diante da Inglaterra (2 a 1) nas semifinais, Messi tampouco conseguiu evitar a derrota da Argentina na final contra a Espanha.
O placar de 1 a 0 em East Rutherford acabou com o sonho de encerrar sua trajetória em Mundiais com chave de ouro e mais uma volta olímpica.
. 2026: o adeus definitivo
Em 31 de agosto, apenas seis semanas após a derrota para a Espanha, Messi anunciou o fim de seu ciclo na seleção argentina.
"Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento certo", disse ele em suas redes sociais.
Nesta terça-feira, na vitória por 3 a 0 sobre o Benin e com o estádio Monumental rendido aos seus pés, Messi disputou a última partida de sua vida com a camisa da Argentina e ampliou suas estatísticas com duas assistências — chegando a um total de 70 pela 'Albiceleste' — e um gol de pênalti.
Entre lágrimas, abraços, homenagens e uma ovação interminável de companheiros e torcedores, o capitão encerrou o capítulo mais glorioso da história do futebol argentino.
L.Henrique--PC