-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
Entre exigências e desconfiança, Lula e Macron abordam negociações UE-Mercosul
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu homólogo francês, Emmanuel Macron, abordam nesta sexta-feira (23) em Paris a ratificação do acordo UE-Mercosul. O tema provoca tensão, devido à pressão do setor agropecuário da França contra o pacto e a irritação do governo brasileiro com as novas exigências ambientais europeias.
Os dois chefes de Estado terão um almoço de trabalho no Palácio de Eliseu, após o fim da reunião de cúpula em Paris que pretende estabelecer as bases de uma nova arquitetura financeira global, centrada na luta contra a mudança climática.
A conversa acontece em um momento de tensão, depois que o setor agropecuário e a Câmara dos Deputados da França se pronunciaram contra uma aliança que consideram uma ameaça.
O acordo UE-Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai) foi anunciado em 2019, após duas décadas de negociações. O processo de ratificação foi, no entanto, bloqueado e se tornou ainda mais complicado desde março, quando vazaram várias demandas regulatórias da UE, relacionadas à proteção do meio ambiente e às responsabilidades de cada parte.
Em um fórum de líderes antes do fim da reunião de cúpula de Paris, Lula aproveitou a oportunidade para elevar o tom diante de Macron, a quem declarou considerar o instrumento adicional da UE como uma "ameaça".
"Não é possível ter uma associação estratégica e ter uma carta adicional, ameaçando um parceiro estratégico", disse Lula para uma plateia que incluía o presidente francês e o chefe de Governo alemão, Olaf Scholz, entre outros.
O presidente brasileiro disse ainda que o documento adicional "não permite um acordo" no momento.
Na quinta-feira, o ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, declarou à imprensa que o documento adicional dá a "impressão" de que Bruxelas quer "adiar a decisão" de concluir o processo de ratificação entre o bloco e os membros do Mercosul.
Os quatro países sul-americanos pretendem responder na próxima semana à proposta da UE.
Na quinta-feira (22), sindicatos e associações agrícolas francesas pediram a Macron que apresente um "não firme e definitivo" ao acordo comercial com o Mercosul na forma atual.
Em fevereiro, o presidente francês declarou que não apoiaria o acordo, caso os países do Mercosul não respeitassem o Acordo de Paris de 2015 sobre o clima e as regras ambientais e sanitárias europeias.
A.Seabra--PC