-
Volvo 850 T-5R: O desportivo familiar que redefiniu a marca nos anos 90
-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
Líderes indígenas pedem respeito a resultados das eleições na Guatemala
Líderes indígenas da Guatemala pediram, nesta quarta-feira (5), respeito aos resultados das eleições de junho, após uma decisão judicial determinar a recontagem dos votos por suspeita de irregularidades.
"Este é um momento histórico para o povo da Guatemala (...) Exigimos e convidamos outros setores a se somarem porque estão fragilizando a nossa democracia, liberdade e igualdade", disse à imprensa Luis Pacheco, presidente da junta de prefeitos dos 48 cantões (unidades administrativas) do departamento (estado) de Totonicapán (sudoeste).
Os indígenas viajaram de suas comunidades até a capital, onde se dirigiram à Corte de Constitucionalidade (CC) para exigir que a instituição revogue a decisão de rever a contagem dos votos e respeite os resultados divulgados pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE).
Com 95% dos votos apurados, a social-democrata Sandra Torres, ex-mulher do ex-presidente Álvaro Colom (2008-2012), terminou em primeiro lugar entre 22 candidatos nas eleições de 25 de junho, com 15,86% dos votos, seguida, surpreendentemente, por Bernardo Arévalo, filho do ex-presidente reformista Juan José Arévalo (1945-1951), que obteve 11,77% dos votos.
Os dois deveriam se enfrentar em um segundo turno, previsto para 20 de agosto.
Mas a CC deferiu um recurso de nove partidos de direita que, após a derrota nas urnas, impugnaram os resultados das eleições.
A recontagem começou na terça-feira.
A decisão da corte guatemalteca gerou descontentamento dentro e fora do país.
Entre os partidos que impugnaram o pleito estão o governista Vamos, com Manuel Conde (terceiro colocado no primeiro turno, com 7,84% dos votos), e Valor, com Zury Ríos, filha do ex-ditador Efraín Ríos Montt (1982-1983), já falecido.
"Buscamos defender a democracia, a soberania e a vontade do povo", afirmou Pacheco.
O líder indígena esclareceu que a iniciativa é apolítica e que a única coisa que seu grupo pretende é fortalecer a democracia e o Estado de direito.
"Não vamos incentivar o voto em alguém ou no partido X, simplesmente [queremos] que ocorra o segundo turno e que o povo decida, fácil assim, e vamos respeitá-lo", assegurou.
No entanto, o líder alertou que poderiam "mobilizar a população" se continuarem utilizando as cortes judiciais em um tema eleitoral.
Os indígenas representam 42% da população da Guatemala, de 17,6 milhões de habitantes, segundo números oficiais.
E.Paulino--PC