-
Volvo 850 T-5R: O desportivo familiar que redefiniu a marca nos anos 90
-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
Irã: polícia reforça controle sobre mulheres que não usam véu
A polícia iraniana anunciou neste domingo (16) que retomou as patrulhas para punir o número cada vez maior de mulheres que não usam o véu em locais públicos, 10 meses após a morte da jovem de origem curda Mahsa Amini.
"A partir de hoje, a polícia - em patrulhas de carro e a pé - vai alertar e punir as pessoas que, infelizmente, desobedecem as ordens e continuam desrespeitando o código de vestimenta", afirmou o porta-voz da polícia, Said Montazeralmahdi, citado pela agência Tasnim.
O anúncio acontece 10 meses após a morte, em 16 de setembro de 2022, da curda iraniana Mahsa Amini, que tinha apenas 22 anos e foi detida pela polícia da moral sob a acusação de ter violado o código de vestimenta da República Islâmica, que obriga as mulheres a usar o véu em público.
Nos últimos dias, fotos e vídeos - cuja autenticidade a AFP não conseguiu comprovar com fontes independentes - publicados nas redes sociais mostram policiais de xador multando e detendo mulheres que não usavam o véu.
O jornal reformista Shargh informou neste domingo que quatro mulheres foram condenadas recentemente a "frequentar aulas de psicologia e a limpar hospitais". Também foram proibidas de dirigir por dois anos.
A morte de Mahsa Amini desencadeou um grande movimento de protesto, com manifestações em várias cidades em outubro e novembro.
Centenas de pessoas, incluindo integrantes das forças de segurança, morreram nos confrontos e milhares de foram detidas.
Sete homens foram executados depois que foram condenados por sua participação no movimento.
Acusada e criticada pelos manifestantes, a polícia da moral havia desaparecido da maioria das ruas iranianas nos últimos meses e cada vez mais mulheres saíam de casa sem o véu, em particular em Teerã e nas grandes cidades.
Desde o início do ano, a autoridades adotaram uma série de iniciativas, que vão do fechamento de estabelecimentos comerciais, principalmente restaurantes, até a instalação de câmeras para localizar as pessoas que desafiam a proibição.
L.Torres--PC