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Bombardeios russos contra a Ucrânia deixam oito mortos e dezenas de feridos
Pelo menos oito ucranianos morreram e cerca de 80 ficaram feridos em bombardeios russos que atingiram, na madrugada desta terça-feira (23), cidades como Kiev e Kharkiv, anunciaram as autoridades do país.
Nas últimas semanas, Kiev e Moscou trocam acusações de multiplicar bombardeios contra áreas civis, em um momento de poucos avanços na frente de batalha.
"O número de mortos em Karkhiv chega a sete", informou o governador da região, Oleg Sinegubov. Uma hora antes, ele tinha reportado 51 feridos nos ataques.
Outra pessoa morreu em Pavlograd, região central da Ucrânia, em um ataque que também deixou um ferido, segundo o dirigente regional, Serguei Lisak.
Em Karkhiv, um fotógrafo da AFP viu, esta manhã, socorristas evacuando feridos e procurando sobreviventes entre os escombros de um prédio em ruínas.
O ministro do Interior, Igor Klimenko, informou que 27 pessoas tinham sido resgatadas dos escombros nesta cidade do nordeste do país.
Em Kiev, 22 pessoas ficaram feridas, disse o prefeito da capital, Vitali Klitschko, acrescentando que "13 foram hospitalizadas, incluindo três crianças".
Segundo o ministro do Interior, uma pessoa hospitalizada se encontra em "estado de morte clínica", mas as autoridades da capital ainda não confirmaram esse óbito.
Em um bairro da capital, um edifício e vários veículos pegaram fogo, segundo a mesma fonte. A ogiva não detonada de um míssil também foi encontrada em um apartamento.
Outras três pessoas foram feridas por fragmentos de mísseis na região de Kiev, disse o chefe da administração militar, Ruslan Kravchenko.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, descreveu essa nova série de bombardeios como um exemplo de "terror deliberado".
Já o primeiro-ministro ucraniano, Denys Chmygal, prometeu que seu país "fará a Rússia pagar pelo sofrimento e pela dor que causou".
Além destes ataques noturnos, um bombardeio russo matou um idoso de 70 anos na cidade meridional de Kherson, segundo as autoridades locais.
Segundo o comandante em chefe do Exército ucraniano, Valeriy Zaluzhny, a Rússia disparou 41 mísseis contra a Ucrânia. No total, a defesa antiaérea destruiu 21, segundo a mesma fonte.
A Ucrânia está pedindo urgentemente a seus aliados ocidentais mais meios de defesa antiaérea para fazer frente às tropas russas, que lançaram uma ofensiva contra seu vizinho que dura quase dois anos.
Moscou negou ter alvejado civis nos bombardeios desta terça-feira, alegando que ataca apenas alvos militares.
A.Silveira--PC