-
Meta pagará US$ 16,7 bi a estados dos EUA em processo por dependência de menores
-
Morre Peter Nadas, uma das grandes vozes da narrativa húngara
-
'Não recuaremos', afirma presidente do TPI sobre sanções dos EUA
-
Príncipe Harry e família retornam ao Reino Unido
-
Fortes enchentes deixam 19 mortos no Nepal e 384 turistas desaparecidos
-
Trabalhadores estrangeiros do Golfo permanecem apesar da guerra: 'Não tenho outra opção'
-
EUA 'não ganhará nada' com pressão econômica, alerta o presidente do Irã
-
Comunidade LGBT dos EUA chora a morte de sua 'diva' Dolly Parton
-
Manchester City contrata o marroquino Bouaddi por mais de 100 milhões de dólares
-
Panamá e El Salvador declaram estado de emergência devido ao intenso fenômeno El Niño
-
Meta negocia acordo extrajudicial com estados dos EUA em caso sobre segurança de menores
-
Irã afirma que Estreito de Ormuz continua fechado apesar de negociações sobre 'corredor temporário' com Omã
-
Polícia australiana procura ladrões de 250.000 dólares en ostras
-
Candidatos de Trump vencem primárias na Carolina do Sul e Oklahoma
-
Incêndio em hospital no Paquistão mata 14 bebês
-
Avós podem ser obrigados a pagar pensão alimentícia se o pai estiver ausente
-
El Niño não enfraqueceu: entenda a pausa nas anomalias de temperatura
-
Como manter o cérebro ativo com hábitos simples no dia a dia
-
Carta de Condução Categoria B: O que pode conduzir?
-
Independiente del Valle vence Tolima e será o adversário do Flamengo nas quartas da Libertadores
-
Uso de redes sociais por menores aumenta na Austrália após proibição
-
Panamá declara emergência para enfrentar seca e tempestades
-
Morre aos 80 anos a lenda do country Dolly Parton
-
Mourinho reencontra o Bernabéu em LaLiga
-
Governo Trump menciona possibilidade de demolir emblemático Kennedy Center
-
Meta sabia que ferramentas para adolescentes eram ineficazes, dizem testemunhas
-
Klay Thompson chega ao Miami Heat com 'grande motivação' e 'muito a provar'
-
Betis vence na visita ao Valencia (1-0) e segue no alto da tabela do Espanhol
-
Ousmane Dembélé terá 'período de descanso', anuncia PSG
-
Bruno Fernandes é eleito melhor jogador do ano da Liga Inglesa
-
Economia global navega entre crises e oportunidades, diz chefe do FMI
-
Prefeito de Nova York e federação de tênis anunciam ingressos a 100 dólares para o US Open
-
Pelo menos um quarto dos jogadores da NFL pode desenvolver doença cerebral, aponta estudo
-
SpaceX anuncia investimento bilionário para construir base espacial no sul dos EUA
-
Atacante francês Christopher Nkunku volta ao RB Leipzig por empréstimo
-
Verstappen correrá contra 100 pilotos de kart amador em Silverstone
-
Israel ocupa centro de formação da ONU para palestinos em Jerusalém oriental
-
Chefe das forças curdas da Síria anuncia dissolução da milícia que liderou luta contra jihadistas
-
EUA vai revogar vistos de milhares de solicitantes de asilo
-
Brasil multa TikTok em R$ 153,7 milhões, uma nova advertência às redes sociais
-
Morre aos 80 anos Dolly Parton, lenda da música country americana
-
Manchester United anuncia contratação do volante camaronês Carlos Baleba
-
Sabalenka e Djokovic perdem na estreia das duplas mistas no US Open
-
Governo da Colômbia prepara reforma para classificar grupos armados como 'terroristas'
-
Xavi promete devolver futebol ofensivo à seleção holandesa
-
Trump quer renomear Lago Ontário como 'Lago América'
-
Influência de Trump volta a ser posta à prova nas primárias republicanas
-
Longas filas nos postos de gasolina do Irã após anúncio de novas sanções dos EUA
-
Canadá anuncia tarifas de 15% a 50% sobre produtos dos EUA
-
Justiça dos EUA se recusa a anular condenação de cúmplice de Epstein
Economia israelense precisa dos trabalhadores palestinos, diz líder empresarial
Os patrões israelenses se mostram "geralmente a favor" da readmissão de trabalhadores palestinos residentes nos territórios ocupados, que perderam suas permissões de trabalho após o violento ataque do Hamas em 7 de outubro, afirmou um representante empresarial.
O presidente das câmaras de comércio binacionais em Israel, Dan Catarivas, defende um "verdadeiro debate" sobre essa questão que tem graves consequências para a economia de Israel, onde setores inteiros como a construção dependem da mão de obra palestina.
Cerca de 120.000 palestinos, a maioria da Cisjordânia ocupada, tinham permissão para trabalhar em Israel antes da guerra na Faixa de Gaza. Após o ataque que desencadeou o conflito, o governo cancelou essas licenças.
Mais de cinco meses depois, apenas entre 8.000 e 10.000 palestinos foram autorizados a trabalhar novamente em Israel.
Essa situação causa "uma crise econômica e social sem precedentes nos territórios palestinos ocupados", segundo um relatório publicado esta semana pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê uma explosão na taxa de desemprego este ano para 45,5% nesses territórios, contra 30,7% em 2023, se a guerra se prolongar.
PERGUNTA: Como a falta de mão de obra palestina afeta a economia israelense?
RESPOSTA: "Os dois setores mais afetados são a construção e, em menor medida, a agricultura, que empregava trabalhadores temporários.
A grande maioria dos trabalhadores palestinos - cerca de 80.000 dos 120.000 - que vinham trabalhar em Israel estavam empregados em obras. Hoje, fala-se em uma desaceleração de quase 50% da atividade nesse setor.
Mas também há uma grande escassez em empresas "essenciais" como alimentação, produtos farmacêuticos e manutenção de infraestruturas de saneamento.
Pressiona-se o governo para tentar facilitar o retorno dos trabalhadores palestinos a essas empresas, e foi conseguido um pequeno número de permissões de trabalho. A economia israelense superou muitas crises e sempre demonstrou resiliência. Mas será necessário financiar o custo da guerra. E tomar decisões."
P: O que isso significa?
R: "O problema é que o governo não está realmente tomando decisões. Por quanto tempo serão suspensas as autorizações para os trabalhadores palestinos? Será a curto prazo, a longo prazo, indefinidamente? Não há resposta.
Qual é a alternativa? Nos disseram que será implementada a chegada de trabalhadores estrangeiros de Índia, Sri Lanka ou Filipinas. Mas os processos são muito lentos, e questões como moradia ou normas de contratação seguem pendentes. Não há uma verdadeira reflexão.
Alguém em Israel se perguntou: se quisermos contar com 150.000 trabalhadores estrangeiros para substituir a mão de obra palestina, essa é a fórmula correta? Não há debate sobre as consequências que isso pode ter para Israel, nem para os palestinos nem para a região."
P: Qual é o estado de espírito dos empregadores israelenses?
R: "Há uma grande crise de confiança entre israelenses e palestinos. Os empregadores israelenses não esperaram pelas medidas governamentais para suspender o emprego dos palestinos. Mas, em última análise, é uma questão de realismo.
A economia israelense vê uma vantagem na mão de obra palestina. Para nós, a melhor fórmula não é trazer mão de obra estrangeira, é custosa e complicada. É preciso encontrar uma fórmula que leve em consideração as necessidades de segurança, mas acredito que a maioria dos empresários é a favor da reintegração dos trabalhadores palestinos.
A situação atual não pode durar para sempre. Estou preocupado com o que está acontecendo nos territórios palestinos. O desemprego aumentará e isso não é bom."
P: O que mudou em 7 de outubro para a economia?
R: "Sou uma das pessoas que acredita que a maioria dos palestinos quer trabalhar, enviar seus filhos para a escola, e que eles não se levantam todas as manhãs com a ideia de destruir Israel.
Mas a verdadeira pergunta que se coloca hoje, após 7 de outubro, é: podemos promover um diálogo, uma coexistência por meio da economia? Esse conceito foi posto em perigo. Creio que esta é a grande discussão que devemos ter hoje. Como encontrar uma maneira de viver lado a lado e trabalhar com o outro para benefício de ambas as partes."
A.Santos--PC