-
Irã desafia ameaça americana de 'Dia D econômico'
-
Ucrânia recebe aliados europeus em momento de intensificação dos ataques russos
-
Gigante do comércio digital Shein quer arrecadar US$ 1,7 bilhão com entrada na Bolsa
-
Nova Zelândia apresenta projeto para proibir acesso de menores de 16 anos às redes sociais
-
Facebook e TikTok amplificaram conteúdo de grupos armados para recrutar menores na Colômbia, denuncia HRW
-
UE libera mais US$ 7,1 bilhões em ajuda militar para a Ucrânia
-
Anistia Internacional denuncia uso excessivo da força policial em protestos na Índia
-
Coco Gauff vence Jessica Pegula e conquista WTA 1000 de Cincinnati pela 2ª vez
-
Primeiro-ministro britânico viajará na segunda-feira para Kiev
-
Aleksander Ceferin, chefe da Uefa, diz que não será candidato à presidência da Fifa
-
Síria confirma diálogos com Israel para reduzir tensões após ataques
-
Raphina marca dois e Barça estreia no Espanhol com goleada sobre Elche (5-0)
-
Arthur Fils vence Frances Tiafoe e conquista Masters 1000 de Cincinnati
-
Juventus e Milan estreiam com vitórias no Italiano
-
Trump encerra festejos do 250º aniversário dos EUA com corrida da IndyCar em Washington
-
Ferran Torres salva empate na visita do PSG ao Rennes (2-2) pela 1ª rodada da Ligue 1
-
Atacante suíço Breel Embolo deixa Rennes e se transfere para o Atlanta United
-
Boca de urna indica vitória de partido governista nas legislativas do Cazaquistão
-
Norris vence GP dos Países Baixos, Verstappen bate na 1ª volta e Bortoleto termina em 13º
-
Juventus vence recém-promovido Frosinone (1-0) com gol de Bremer na estreia no Italiano
-
Sheinbaum saúda recuo de governador acusado nos EUA de retomar cargo no México
-
Harry Kane é eleito jogador do ano na Alemanha, à frente de Olise
-
Estado de saúde do rei Harald da Noruega, de 89 anos, "se agravou"
-
Liverpool, do novo técnico Iraola, arranca empate nos acréscimos (2-2) na visita ao Newcastle
-
Estado de saúde do rei Harald da Noruega, de 89 anos, "se agravou", diz Palácio
-
Atlético de Madrid empata com Villarreal (2-2) em meio a vaias para Julián Álvarez
-
Tragédia em aterro sanitário deixa 30 mortos na Guiné
-
Etíope Yomif Kejelcha bate recorde mundial na Meia Maratona de Buenos Aires
-
Na estreia do técnico Davide Ancelotti, Lille vence Angers (2-0) pela 1ª rodada da Ligue 1
-
China anuncia adiamento de missão lunar
-
Lando Norris (McLaren) vence GP dos Países Baixos de F1; Bortoleto termina em 13º
-
Manchester City de Maresca estreia no Inglês com virada sobre o Bournemouth (2-1)
-
Governo Trump prevê que guerra comercial terá impacto 'devastador' para o Canadá
-
Milhares protestam na Suécia contra as mudanças climáticas antes das eleições gerais
-
Defesa Civil relata três mortos, incluindo uma criança, em bombardeios israelenses em Gaza
-
Robôs pulverizam recordes durante competição em Pequim
-
Zelensky rejeita celebrar eleições porque 'dividiria a Ucrânia'
-
O 'costureiro do sagrado' que vestiu três papas
-
Zelensky diz que celebrar eleições em tempos de guerra 'dividiria a Ucrânia'
-
Alibaba planeja emitir US$ 10 bilhões em ações para financiar ivestimentos em IA
-
Presidente do Irã admite que país enfrenta 'muitas dificuldades"
-
Arthur Fils vence Cobolli e enfrentará Tiafoe na final do Masters 1000 de Cincinnati
-
Governador mexicano acusado de narcotráfico pelos EUA diz que deixará o cargo novamente
-
Pegula vence Swiatek e vai à final do WTA 1000 de Cincinnati
-
Nicarágua aprova proposta constitucional que visa barrar resoluções internacionais
-
Real Madrid de Mourinho vence Espanyol no fim (2-1) na estreia em LaLiga
-
Parlamento da Venezuela investiga deputado que propõe dolarização no país
-
Arthur Fils vence Cobolli e é o primeiro finalista do Masters 1000 de Cincinnati
-
Irã diz que vai considerar "inimigo" qualquer país que participe da "guerra econômica" dos EUA
-
Bayern vence na visita ao Dortmund (2-1) e conquista Supercopa da Alemanha
Após vitória no Congresso, Milei enfrenta o desafio de governar
Os acordos políticos que deram ao argentino Javier Milei sua primeira vitória parlamentar podem se dissolver diante da nova etapa enfrentada pelo presidente ultraliberal, pressionado a mostrar governabilidade em meio à crise econômica no país, advertiram analistas.
“A sanção da Lei de Bases foi importante, mas representa apenas um passo, em um processo que vai enfrentar novas dificuldades em termos de governabilidade”, comentou o analista político Rosendo Fraga.
Contra todas as previsões, levando em conta os poucos legisladores com que conta em cada câmara do Congresso, Milei conseguiu aprovar seu primeiro pacote de reformas para liberalizar a economia, o que comemorou como “um marco histórico e monumental”.
O presidente conseguiu a aprovação após um trâmite legislativo tortuoso, que consumiu um semestre e o obrigou a sacrificar mais de metade dos 600 artigos de seu projeto original.
O governo Milei estava perto de se tornar o primeiro governo democrático argentino a encerrar seu primeiro semestre sem obter a sanção de uma lei. “Isso se explica por sua incapacidade de gerar uma coalizão política e organizar um partido governista", apontou Fraga, que prevê uma tempestade no Senado, onde a oposição peronista (centro-esquerda) é mais forte.
A câmara alta deve discutir nas próximas semanas um projeto para alterar o índice de cálculo dos aumentos previdenciários em favor dos beneficiários, o que vai de encontro às metas fiscais de Milei. Os deputados argentinos já aprovaram o projeto.
“Que votem o que quiserem, vou vetar tudo, não me importo", disse Milei semanas atrás em discurso para empresários, no qual advertiu que está disposto a governar "a puro veto", contra um Congresso que chamou de "ninho de ratos".
Os congressistas, no entanto, concederam depois ao presidente a delegação de poderes extraordinários por um ano, o aumento de impostos, a flexibilização das leis trabalhistas, um marco polêmico de incentivos aos investimentos por 30 anos e permissão para avançar na privatização de uma dezena de empresas públicas.
- Sucesso com limites -
A Lei de Bases "é, definitivamente, um sucesso para um governo com 10% das cadeiras", avaliou Juan Negri, diretor do curso de ciência política da Universidade Torcuato Di Tella, de Buenos Aires. Alcançado o objetivo, "entramos em uma fase na qual vão começar a cobrar resultados do governo."
O pano de fundo é a recessão econômica, com aumento do desemprego e da pobreza, uma inflação em 12 meses de 280% em maio e um horizonte com aumentos de impostos sobre os salários introduzido no pacote fiscal aprovado pelo Congresso.
"Se o governo começar a perder popularidade, a oposição dialogista vai começar a mostrar muito mais resistência", avaliou Negri.
Gabriel Vommaro, diretor do mestrado em Sociologia Política da Universidade Nacional de San Martín, estimou que “a grande questão é se, após esta instância de dar a ele as reformas, pode começar um momento de tensão política”.
"A partir de agora, começa um cenário político totalmente diferente”, avaliou o analista político Carlos Germano, diretor da consultoria Germano e Associados. "Milei terá que ser muito mais presidente, deixar de promover o personagem que lhe permitiu chegar até aqui", considerou, prevendo que "essa oposição dialogista, para não se diluir, terá que mudar abruptamente, o que veio fazendo até agora".
M.A.Vaz--PC