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Rússia reivindica mais duas localidades; Ucrânia diz que repeliu avanço russo
O Exército russo anunciou, neste sábado (16), a captura de duas localidades no leste da Ucrânia, enquanto Kiev alegou ter repelido um recente avanço russo, pouco antes do encontro entre Vladimir Putin e Donald Trump.
Na linha de frente, o Exército ucraniano, menor e menos equipado, está na defensiva há meses contra o avanço gradual das tropas russas.
O Exército russo alegou ter capturado a localidade ucraniana de Kolodiazi, no norte da região de Donetsk, assim como Vorone, na região de Dnipropetrovsk (centro-leste).
Kiev e analistas militares ucranianos do portal Deepstate, que é próximo ao exército, não confirmaram esses avanços.
No início desta semana, tropas russas avançaram a oeste de Dobropillya e a nordeste de Pokrovsk, na região de Donetsk, perto de uma rota que conecta as principais cidades da região e é estratégica para a logística ucraniana.
A Ucrânia anunciou posteriormente o envio de reforços para aquela área e reivindicou na sexta-feira a recaptura de seis vilarejos.
"Pelo segundo dia consecutivo, obtivemos sucesso em setores extremamente difíceis nas direções de Dobropillya e Pokrovsk", declarou o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, neste sábado.
"A destruição dos ocupantes que tentaram se infiltrar profundamente em nossas posições continua", afirmou nas redes sociais, acrescentando que Kiev havia capturado um número "significativo" de prisioneiros.
Ele também observou que a Ucrânia prevê possíveis novos ataques russos, já que Moscou poderia buscar fortalecer sua posição "política" durante as negociações diplomáticas, segundo o presidente ucraniano.
A tão aguardada reunião de sexta-feira no Alasca entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente americano, Donald Trump, não resultou em um cessar-fogo como Kiev e seus aliados europeus esperavam.
Por outro lado, segundo Kiev, o Exército russo lançou 85 drones e um míssil sobre a Ucrânia entre sexta-feira e sábado à noite, enquanto a cúpula Trump-Putin acontecia no Alasca.
As forças aéreas ucranianas, em um comunicado no Telegram, afirmaram ter derrubado 61 desses drones, incluindo drones "Shahed" de fabricação iraniana e drones de distração.
Segundo essa fonte, as regiões de Sumy (nordeste), Donetsk (leste), Chernihiv (norte) e Dnipropetrovsk (centro-leste) foram atacadas.
Ataques de drones e mísseis russos atingem a Ucrânia quase todas as noites, deixando regularmente mortos e feridos.
Kiev solicita mais sistemas de defesa antiaérea de seus aliados para repelir esses ataques.
A guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022 é o conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, e deixou dezenas de milhares de mortos.
C.Amaral--PC