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Líderes europeus falam com Trump após cúpula sobre garantias de segurança à Ucrânia
Os líderes europeus conversaram com o presidente americano, Donald Trump, nesta quinta-feira (4), após uma cúpula em Paris com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, com foco nas garantias de segurança que seriam oferecidas a Kiev quando a guerra com a Rússia terminar.
Os líderes têm se mantido muito reservados sobre a natureza das garantias, que devem incluir o envio de tropas europeias para a Ucrânia, treinamento e apoio "de respaldo" dos Estados Unidos.
Diante de um Trump imprevisível e de um presidente russo mais inflexível do que nunca, cujo Exército avança na Ucrânia, o grupo quer demonstrar sua determinação em não abandonar Kiev e não ser marginalizado caso Washington e Moscou negociem o fim da guerra, que começou com a invasão russa da Ucrânia há três anos e meio.
A conversa com Trump começou pouco depois das 12h00 GMT (9h00 no horário de Brasília), ao final da reunião da "Coalizão dos Voluntários", que reúne cerca de 30 países aliados à Ucrânia, incluindo França, Reino Unido, Alemanha e Polônia.
Os Estados Unidos foram representados nas negociações pelo enviado especial de Trump, Steve Witkoff, que também se encontrou separadamente com Zelensky.
"Nós, europeus, estamos dispostos a fornecer garantias de segurança à Ucrânia e aos ucranianos no dia da assinatura de um acordo de paz", declarou o presidente francês, Emmanuel Macron, na noite de quarta-feira, antes da chegada de Zelensky.
Macron afirmou que os detalhes são "extremamente confidenciais", mas que "os preparativos foram concluídos" em uma reunião anterior de ministros da Defesa.
Às vésperas da reunião, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que observará a evolução da situação, mas que está disposto a "resolver" seus objetivos "por meios militares".
Zelensky afirmou estar confiante que os aliados de Kiev ajudarão a "aumentar a pressão sobre a Rússia para que avance em direção a uma solução diplomática". Mas também acrescentou: "Infelizmente, ainda não vimos nenhum sinal da Rússia de que eles queiram encerrar a guerra".
- "Inaceitáveis" -
Horas antes do início das negociações, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que quaisquer garantias de segurança para a Ucrânia são "absolutamente inaceitáveis".
"Estas não são garantias para a segurança da Ucrânia, são garantias de perigo para o continente europeu", declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, à margem de um fórum econômico realizado no Extremo Oriente da Rússia.
Ela acrescentou que Moscou não aceitaria a mobilização de tropas estrangeiras na Ucrânia "em nenhum formato".
Trump indicou que Washington poderia apoiar qualquer plano europeu de manutenção da paz, mas que não enviaria tropas americanas para a Ucrânia.
A.P.Maia--PC