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Viúva de opositor russo Navalny diz que ele morreu envenenado
A viúva do opositor russo Alexei Navalny, que morreu na prisão em fevereiro de 2024, afirmou nesta quarta-feira (17) que análises efetuadas por laboratórios ocidentais comprovaram que seu marido foi "envenenado".
Navalny, um dos maiores críticos do presidente russo Vladimir Putin, faleceu de forma repentina quando cumpria uma pena de 19 anos em uma colônia penal no Ártico, em 16 de fevereiro de 2024.
"Dois laboratórios de dois países diferentes chegaram, de forma independente um do outro, à conclusão de que Alexei foi envenenado", declarou Yulia Navalnaya em um vídeo no Telegram.
Segundo ela, os resultados são baseados em "mostras biológicas" que pessoas próximas Navalny conseguiram "extrair e transferir para o exterior de forma segura" antes do enterro.
Sem apresentar mais detalhes, Navalnaya fez um apelo para que os laboratórios publiquem os resultados de forma independente e especifiquem o veneno que acreditam que foi utilizado.
Navalny, um carismático ativista anticorrupção, conseguiu mobilizar centenas de milhares de pessoas em toda a Rússia em protestos contra o Kremlin, ao mesmo tempo que expunha o suposto enriquecimento ilícito do círculo íntimo de Putin.
O opositor já havia sido envenenado em 2020, quando fazia campanha na Sibéria, e foi levado em um voo de evacuação de emergência para a Alemanha, onde enfrentou meses de recuperação.
Ao retornar à Rússia em janeiro de 2021, ele foi detido e condenado à prisão por uma série de acusações, incluindo "extremismo".
Apesar da condenação, o também advogado continuou sua campanha contra Putin da prisão e chegou a criticar a invasão da Ucrânia.
Ao anunciar sua morte em fevereiro de 2024, as autoridades russas informaram que Navalny faleceu enquanto caminhava pelo pátio da prisão.
Os funcionários penitenciários demoraram dias para entregar o corpo de Navalny à família, o que gerou suspeitas entre seus seguidores.
A viúva sempre afirmou que o marido foi assassinado por ordem de Putin, acusações rejeitadas pelo Kremlin.
F.Cardoso--PC