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Trump afirma estar em 'desacordo' com Starmer sobre reconhecimento de Estado palestino
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou, nesta quinta-feira (18), o seu "desacordo" com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, sobre os planos do Reino Unido de reconhecer um Estado palestino.
"Tenho um desacordo com o primeiro-ministro nesse tema, uma de nossas poucas discordâncias", afirmou o mandatário americano em uma coletiva de imprensa ao lado de Starmer na residência oficial de campo do premiê em Chequers, a 70 quilômetros de Londres.
Starmer havia anunciado em julho que Londres tomaria medidas para reconhecer um Estado palestino durante a Assembleia Geral da ONU em setembro, a menos que Israel cumprisse determinadas condições, incluindo a de alcançar um cessar-fogo em Gaza.
Os EUA rejeitaram a ideia de que outros países reconheçam um Estado palestino, embora França, Canadá e outros aliados ocidentais tenham previsto dar este passo na ONU na próxima semana.
Segundo o primeiro-ministro britânico, eles também discutiram a situação cada vez mais grave na devastada Faixa de Gaza durante sua reunião bilateral e concordaram sobre "a necessidade de paz e de um plano de ação".
"Quero que isso termine. Quero que os reféns sejam libertados", declarou Trump, em referência aos israelenses sequestrados por lideranças do Hamas durante seu ataque em 7 de outubro de 2023, no sul de Israel, que desencadeou a guerra.
O presidente dos EUA classificou a guerra como "complexa", mas evitou responder diretamente a várias perguntas sobre se instaria o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, um aliado próximo, a encerrar os bombardeios israelenses em Gaza.
Starmer foi além de simplesmente exigir a libertação dos reféns mantidos pelo grupo islamista e classificou a situação em Gaza como "intolerável". "Precisamos levar ajuda a Gaza rapidamente", declarou.
O premiê acrescentou que as movimentações para reconhecer um Estado palestino fariam parte de um "plano de paz" que incluiria garantir que o Hamas não tenha nenhum papel em sua governança, mas não detalhou sobre quando exatamente ocorreria o reconhecimento.
Das 251 pessoas sequestradas pelo Hamas em outubro de 2023, 47 permanecem em Gaza, das quais 25 teriam morrido, segundo o Exército israelense.
O ataque do movimento islamista também deixou 1.219 mortos, a maioria civis, segundo um levantamento da AFP baseado em números oficiais.
A campanha de represália de Israel matou pelo menos 65.141 pessoas, também em sua maioria civis, de acordo com números do Ministério da Saúde do território, governado pelo Hamas, que as Nações Unidas consideram confiáveis.
F.Carias--PC