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Zelensky pede a Trump que feche acordo de paz na Ucrânia assim como fez no 'Oriente Médio'
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, instou seu homólogo americano, Donald Trump, durante uma conversa telefônica neste sábado (11), a selar a paz na Ucrânia, assim como fez no Oriente Médio.
Zelensky e Trump conversaram por telefone no dia seguinte a um dos maiores bombardeios russos contra a rede energética ucraniana, que deixou centenas de milhares de casas em Kiev sem eletricidade e causou a morte de uma criança de sete anos.
Desde o seu retorno ao poder em janeiro, o presidente americano tenta, sem sucesso, encerrar rapidamente a guerra na Ucrânia, o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que começou em 2022 com a invasão russa.
Os esforços diplomáticos para encerrar a invasão russa desaceleraram nos últimos meses, em parte porque a atenção global está focada na guerra em Gaza entre Israel e o Hamas, segundo Kiev.
Trump - que anunciou na quarta-feira a primeira fase de um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas - reuniu-se com o presidente russo, Vladimir Putin, em agosto, mas não conseguiu alcançar nenhum tipo de acordo de paz.
Zelensky afirmou neste sábado no Facebook que teve uma conversa telefônica "positiva e produtiva" com Trump.
"Parabenizei o presidente Donald J. Trump por seu sucesso e pelo acordo no Oriente Médio que ele conseguiu alcançar, o que é uma conquista extraordinária", escreveu Zelensky em uma publicação no Facebook.
"Se é possível deter uma guerra em uma região, certamente é possível deter outras guerras, incluindo a da Rússia", acrescentou o mandatário ucraniano que tenta fazer com que os EUA pressionem a Rússia para negociar.
As relações entre ambos os líderes melhoraram desde que, em fevereiro, tiveram uma reunião desconfortável transmitida na Casa Branca, e Trump endureceu o tom com Putin após o impasse nas negociações.
Depois de meses afirmando que a Ucrânia provavelmente teria que ceder parte do seu território ocupado desde a invasão russa, Trump declarou em setembro que o país poderia recuperar toda a sua área com o apoio da União Europeia e da Otan.
A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, disse na sexta-feira que esteve em contato com o presidente russo sobre o destino das crianças ucranianas deportadas para a Rússia no contexto da guerra.
- Mais cortes de energia pelos bombardeios -
Outro ataque russo contra a rede elétrica deixou várias partes da região de Odessa, no sul do país, sem energia neste sábado, informaram as autoridades.
Desde o início de sua ofensiva, Moscou ataca a rede energética da Ucrânia todos os invernos. Os bombardeios cortam o fornecimento de eletricidade e calefação de milhões de residências e interrompem o abastecimento de água.
Kiev alega que esses ataques são um flagrante crime de guerra, mas a Rússia nega que civis sejam o alvo e argumenta que a Ucrânia usa sua infraestrutura elétrica para abastecer seu aparato militar.
Uma delegação ucraniana deve viajar aos Estados Unidos "no início da próxima semana" para discutir possíveis sanções, energia e a defesa aérea da Ucrânia, anunciou Zelensky na quinta-feira.
"A questão do congelamento de ativos russos também será discutida com os Estados Unidos", acrescentou o líder ucraniano.
L.Carrico--PC