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Primeira-ministra japonesa afirma que dorme apenas de duas a quatro horas por noite
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que enfrenta críticas por incentivar o excesso de trabalho, afirmou nesta quinta-feira (13) que dorme apenas de duas a quatro horas por noite.
A revelação veio depois que Takaichi causou polêmica na semana passada ao convocar uma reunião com sua equipe às 3h00 para preparar uma sessão parlamentar.
"Durmo cerca de duas horas agora, quatro no máximo. Sinto que faz mal para a minha pele", disse ela a uma comissão legislativa, onde foi questionada sobre a importância de reduzir as longas jornadas de trabalho no Japão.
O Japão luta há muito tempo para alcançar um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal, com muitos trabalhadores vivendo sob imensa pressão.
Existe inclusive uma palavra — karoshi — para descrever pessoas que morrem de excesso de trabalho.
Takaichi também foi questionada sobre as discussões de seu governo a respeito de um possível aumento do limite máximo de horas extras para incentivar o crescimento econômico.
Ela defendeu a discussão, afirmando que trabalhadores e empregadores têm necessidades diferentes. Algumas pessoas optam por ter dois empregos para conseguir se sustentar, afirmou, enquanto as empresas impõem limites rígidos às horas extras.
Takaichi enfatizou que quaisquer mudanças garantiriam a proteção da saúde dos trabalhadores.
"Idealmente, criaríamos uma situação em que as pessoas pudessem equilibrar as responsabilidades com os filhos e a família de acordo com seus desejos, e também pudessem trabalhar, desfrutar do tempo livre e relaxar", ressaltou.
Takaichi assumiu o cargo no mês passado como a primeira mulher premiê do Japão.
Após sua eleição como líder do Partido Liberal Democrático, ela prometeu "descartar o termo 'equilíbrio entre vida pessoal e profissional' para mim mesma. Vou trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar e trabalhar", enfatizou.
Desde então, ela tem mantido uma agenda intensa, participando de reuniões regionais e realizando conversas bilaterais com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung.
G.Teles--PC