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Democratas dos EUA pedem a militares que desobedeçam 'ordens ilegais'
A Casa Branca denunciou, nesta quarta-feira (19), um pedido feito por legisladores democratas aos militares e agentes de inteligência dos Estados Unidos para que se recusem a obedecer "ordens ilegais" do governo de Donald Trump.
Em um vídeo publicado no X na terça-feira, seis democratas da Câmara dos Representantes e do Senado, todos com experiência militar ou em serviços de inteligência, afirmam que "esta administração está colocando nossos profissionais militares e de inteligência contra os cidadãos americanos".
"Neste momento, as ameaças a nossa Constituição não vêm apenas do exterior, mas também daqui mesmo, de nosso próprio país", afirmam os democratas, incluindo o senador Mark Kelly, ex-membro da Marinha dos Estados Unidos e astronauta da Nasa, e a senadora Elissa Slotkin, que serviu para a CIA no Iraque.
"Vocês podem desobedecer às ordens ilegais", exortam.
"Líderes democratas de alto escalão fazem um apelo aberto a funcionários da CIA e a comandantes militares para se rebelarem contra seu comandante-chefe. Não subestimem o quão perigosamente radicalizado o Partido Democrata se tornou", publicou no X Stephen Miller, subchefe de gabinete da Casa Branca.
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, também respondeu no X ao pedido dos democratas, acusando-os de sofrer de "síndrome de transtorno por Trump", um termo usado pelos republicanos para se referirem aos seus oponentes de forma irônica.
Os legisladores de oposição não especificaram a quais ordens se referiam. Desde que retornou à Casa Branca em janeiro, Trump tem sido alvo de críticas pelo uso das forças americanas tanto dentro quanto fora do país.
O presidente americano ordenou o envio de militares da Guarda Nacional a várias cidades do país, todas governadas pelos democratas, em uma tentativa de controlar supostos distúrbios generalizados.
No exterior, ele lançou uma operação contra supostos traficantes de drogas no Caribe e no Pacífico oriental. Especialistas afirmam que os ataques, nos quais mais de 80 pessoas morreram, são ilegais e equivalem a execuções extrajudiciais.
A.F.Rosado--PC