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Zelensky se reúne em Londres com aliados europeus após críticas de Trump
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, se reúne com seus aliados europeus em Londres nesta segunda-feira (8), após o seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, acusá-lo de não ter lido a proposta de Washington para encerrar o conflito com a Rússia.
A reunião ocorre após vários dias de negociações em Miami entre autoridades ucranianas e americanas, que terminaram sem avanços.
O presidente ucraniano será recebido em Londres pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, juntamente com o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o mandatário francês, Emmanuel Macron.
O objetivo da reunião é fazer um balanço das "negociações em andamento sob mediação dos Estados Unidos", escreveu Macron no sábado na rede X, prometendo "continuar pressionando a Rússia para forçá-la à paz".
A questão territorial continua sendo "a mais problemática" nas negociações para o fim da guerra, que começou há quase quatro anos com a invasão russa da Ucrânia, disse à AFP um funcionário de alto escalão envolvido nos diálogos.
"Putin não quer assinar nenhum acordo" se "a Ucrânia não ceder territórios" no Donbass, a região leste da Ucrânia parcialmente ocupada por tropas russas, acrescentou a fonte sob condição de anonimato.
"O mais importante é garantir que, se houver um cessar das hostilidades — e espero que haja — que seja justo e duradouro, e é nisso que nos concentraremos esta tarde", disse o primeiro-ministro britânico à ITV News.
Após a reunião em Londres, Zelensky viajará para Bruxelas, onde se encontrará nesta segunda-feira com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
A ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, chegará a Washington também nesta segunda-feira para se reunir com seu homólogo americano, Marco Rubio.
"O Reino Unido e os Estados Unidos reafirmarão seu compromisso com um acordo de paz na Ucrânia", disse o Ministério das Relações Exteriores britânico ao anunciar a viagem de Cooper, acrescentando que Londres apoia "os esforços contínuos do presidente Trump para garantir uma paz justa e duradoura".
Moscou continua com seus ataques contra a Ucrânia, onde nove pessoas ficaram feridas nas últimas horas, segundo autoridades de Kiev. A Rússia rejeitou partes do plano americano e afirmou que ainda há "muito trabalho a ser feito".
O plano inicial de Washington para encerrar a guerra na Ucrânia previa que Kiev cedesse território à Rússia em troca de algumas garantias de segurança. Essas garantias, no entanto, são vagas e o plano não obteve apoio da Ucrânia nem da Europa.
L.Torres--PC