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Deslocados 'tremem de frio e medo' com chuvas em Gaza
Bastaram alguns minutos após uma forte chuva noturna para que a tenda de campanha de Khamil al Sharafi, situada no sul de Gaza, ficasse inundada, ensopando sua comida e suas mantas.
As chuvas de inverno pioraram a vida precária de pessoas como Sharafi, que está entre as centenas de milhares de deslocados pela guerra no território palestino, muitos dos quais sobrevivem agora graças à ajuda proporcionada por organizações humanitárias.
"Meus filhos tremem de frio e medo (...) A tenda inundou completamente em questão de minutos", disse Sharafi, de 47 anos, neste domingo (28).
"Perdemos nossas mantas e toda a comida está ensopada", acrescentou este pai de seis filhos, que mora com eles em um refúgio improvisado na zona costeira de Al Mawasi.
Após dois anos de uma guerra devastadora, desde 10 de outubro vigora um frágil cessar-fogo entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas.
Mas, apesar da trégua, os habitantes de Gaza seguem enfrentando uma crise humanitária, e a maioria dos deslocados pela guerra perderam quase tudo.
As famílias se amontoam em acampamentos de barracas feitas com lonas, que frequentemente ficam cercadas de barro e água empoçada quando chove.
"Como mulher idosa, não posso viver em tendas de campanha. Viver em tendas de campanha significa morrer de frio quando chove e de calor no verão", explicou Umm Rami Bulbul.
"Não queremos reconstrução imediata, só que deem a nós e a nossos filhos casas móveis", acrescentou.
As temperaturas noturnas em Gaza oscilaram entre os 8º C e os 12º C nos últimos dias.
- Ajuda insuficiente -
Segundo dados da ONU, quase 80% dos prédios na Faixa de Gaza foram destruídos ou danificados pela guerra.
E cerca de 1,5 milhão dos 2,2 milhões de habitantes de Gaza perderam suas casas, segundo Amjad Al Shawa, diretor da Rede de ONG Palestinas (PNGO) em Gaza.
Das mais de 300.000 tendas de campanha solicitadas para abrigar os deslocados, "só recebemos 60.000", declarou Shawa à AFP, apontando para as restrições impostas por Israel à entrega de ajuda humanitária no território.
A agência da ONU para os refugiados palestinos, a Unrwa, afirmou que as duras condições meteorológicas agravaram o sofrimento dos habitantes de Gaza.
"A população de Gaza sobrevive em tendas de campanha frágeis e inundadas, em meio a ruínas", escreveu o diretor da Unrwa, Philippe Lazzarini, no X. "Isto não é inevitável. Não se está permitindo a entrada de ajuda humanitária no nível necessário".
O COGAT, organismo do Ministério da Defesa israelense responsável por assuntos civis palestinos, afirmou em meados de dezembro que "quase 310.000 tendas de campanha e lonas entraram recentemente na Faixa de Gaza" como parte do aumento da ajuda em virtude do cessar-fogo.
No início do mês, Gaza sofreu um episódio similar de fortes chuvas e frio que deixou ao menos 18 mortos devido ao desabamento de edifícios danificados pela guerra ou à exposição às baixas temperaturas, segundo a Defesa Civil do território, que opera sob a autoridade do Hamas.
"Vejam o estado em que se encontram meus filhos e a tenda", disse Samia Abu Jabba.
"Durmo no frio e a água inunda e molha a roupa dos meus filhos. Não tenho roupa para vesti-los. Estão gelados", explicou. "O que as pessoas de Gaza e seus filhos fizeram para merecer isto?"
Nogueira--PC