-
Secretário de Defesa dos EUA pede renúncia de chefe do Estado-Maior do Exército
-
Quatro astronautas seguem rumo à Lua pela primeira vez em 50 anos
-
Barcelona volta a golear Real Madrid (6-0) e vai à semifinal da Champions feminina
-
Nova missão de flotilha pró-palestinos partirá da Espanha neste mês
-
Atlético de Madrid e Barcelona se enfrentam no Campeonato Espanhol de olho na Champions
-
Faltando 7 rodadas, o Lens conseguirá superar o PSG na luta pelo título francês?
-
Rússia não fez nenhum avanço territorial na Ucrânia em março, algo inédito desde 2023
-
Mais de 40 países pedem a Irã 'reabertura imediata' de Ormuz
-
De Zerbi diz que continuará no Tottenham na próxima temporada 'aconteça o que acontecer'
-
'Pequeno Príncipe' comemora 80 anos com uma versão cheia de cor
-
Polícia divulga vídeo de câmera corporal da prisão de Tiger Woods
-
Real ou fabricado? A IA, mais um ator da guerra no Irã
-
Acusação pede prisão condicional à atriz Isabelle Adjani por fraude fiscal na França
-
Trump demite procuradora-geral Pam Bondi
-
Ingressos 'impagáveis': a frustração de uma família mexicana às vésperas da Copa do Mundo
-
Quatro astronautas seguem para a Lua pela primeira vez em 50 anos
-
Trump pede boicote a shows de Bruce Springsteen
-
Presidente da Uefa ameaça tirar Euro 2032 da Itália se estádios não forem modernizados
-
Presidente da Federação Italiana de Futebol renuncia após novo fiasco da seleção
-
Lojas de luxo em Dubai têm movimento impactado por guerra no Oriente Médio
-
Israel voltará a ocupar o sul do Líbano?
-
Papa Leão XIV celebra primeira Páscoa em meio à guerra no Oriente Médio
-
Irã promete ataques 'devastadores' contra EUA e Israel após ameaças de Trump
-
Trump debocha de Macron em almoço privado
-
Trump afirma que objetivos dos EUA contra o Irã estão 'quase cumpridos'
-
Republicanos anunciam acordo que deve encerrar caos em aeroportos dos EUA
-
Giráldez, técnico mais jovem de LaLiga, renova com Celta de Vigo
-
Homem é preso nos EUA por ameaçar Trump de morte
-
Bolívia e DEA retomam investigações conjuntas sobre narcotráfico após 18 anos
-
Irã descreve ataques dos EUA a infraestrutura elétrica como 'crime de guerra'
-
Bayern e Arsenal avançam às semifinais da Champions feminina
-
Astros do futebol apaixonados pelo xadrez impulsionam popularidade do jogo milenar
-
Últimos ingressos para Copa do Mundo de 2026 são colocados à venda
-
Mario Götze, herói alemão da Copa do Mundo de 2014, renova com Eintracht Frankfurt
-
Kast se reunirá com Milei na Argentina em 1ª viagem como presidente do Chile
-
Rapper Megan Thee Stallion passa mal durante show na Broadway
-
Astronautas embarcam em foguete para histórico lançamento lunar da Artemis II
-
Trump afirma que Irã pediu cessar-fogo; Teerã nega
-
EUA suspende as sanções contra a presidente interina da Venezuela
-
Trump explicará aos americanos como pensa tirar EUA da guerra com Irã
-
SpaceX prepara sua entrada na Bolsa
-
Suprema Corte mostra ceticismo quanto a pretensão de Trump de mudar cidadania por nascimento
-
Defesa do Canadá e do Ártico entra em nova fase, diz chefe do Estado-Maior
-
Prestianni diz ter sido punido 'sem provas' por incidente com Vinícius Jr
-
FBI visita Cuba para investigar incidente envolvendo lancha armada dos EUA
-
França toma liderança da Espanha no ranking da Fifa; Brasil é sexto
-
Apesar da guerra na região, Iraque comemora euforicamente classificação para Copa do Mundo
-
Trump assegura que Irã pediu cessar-fogo, mas Teerã desmente
-
Pelo menos cinco mortos na Ucrânia em ataques russos com drones
-
Ministro do Esporte da Itália pede renúncia do presidente da federação
Premiê da Groenlândia pede calma ante ameaças de Trump e incursão na Venezuela
O primeiro-ministro da Groenlândia pediu nesta segunda-feira (5) que não se ceda ao "pânico" depois que Donald Trump reafirmou sua intenção de controlar esse território autônomo dinamarquês e disse que a ilha do Ártico "não é comparável à Venezuela", após os temores gerados pela incursão militar americana no país caribenho.
A operação na qual Washington capturou o mandatário venezuelano Nicolás Maduro em Caracas na madrugada de sábado reacendeu a preocupação em relação à Groenlândia, que dispõe de uma localização estratégica e importantes recursos minerais, como as terras raras, ainda não explorados.
"A situação não é tal que os Estados Unidos possam conquistar a Groenlândia. Não é o caso. Portanto, não devemos entrar em pânico [...] Devemos tentar restabelecer o contato", assegurou o primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen durante uma coletiva de imprensa em Nuuk, a capital do território autônomo.
No entanto, ressaltou que a partir de agora o seu governo "endurecerá o tom", já que seus responsáveis não estão "satisfeitos com a situação na qual nos encontramos".
"Já chega de uma comunicação feita através da mídia e por vias indiretas", alfinetou.
Quando a revista americana The Atlantic perguntou a Trump sobre as implicações para a Groenlândia da incursão e bombardeios em Caracas e arredores, ele respondeu que cabia a seus parceiros avaliá-las: "Terão que formar sua própria opinião."
Para Nielsen, contudo, "a situação é muito diferente".
"Nosso país não é comparável à Venezuela. Somos um país democrático. Temos sido assim há bastante tempo", apontou.
- Ilha estratégica -
"Precisamos da Groenlândia para garantir a segurança nacional e a Dinamarca não é capaz de fazer isso", reiterou Trump no domingo a jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One quando questionado sobre o assunto.
"Vamos nos preocupar com a Groenlândia daqui a uns dois meses [...] Vamos falar sobre a Groenlândia em 20 dias", acrescentou o presidente americano.
Por sua vez, a primeira-ministra da Dinamarca Mette Frederiksen disse à emissora TV2 que, "se os Estados Unidos decidirem atacar militarmente outro país da Otan, então tudo para. Inclusive a nossa Otan e a segurança implementada desde o fim da Segunda Guerra Mundial".
A chefe de governo, que considera que a situação é "séria", assegurou que está fazendo "tudo o que é possível" para evitar que isso aconteça.
Para a deputada Aaja Chemnitz, que representa a Groenlândia no Parlamento dinamarquês, é preciso "estar preparado para todos os cenários".
No mês passado, o presidente americano tinha se queixado sobre a presença de embarcações russas e chinesas "por todas as partes" em frente à costa da ilha do Ártico, de 57 mil habitantes.
Nesta segunda, o Ministério das Relações Exteriores chinês instou os Estados Unidos a "pararem de usar a chamada ameaça chinesa como desculpa para buscar benefícios pessoais".
Nesta segunda, vários líderes europeus declararam apoio às declarações da Dinamarca e da Groenlândia.
Anitta Hipper, porta-voz da diplomacia europeia, afirmou que a União Europeia espera que seus aliados respeitem a integridade territorial dos Estados-membros.
- 'Ninguém vai lutar!' -
No sábado, em uma publicação no X, a ex-assessora de Trump Katie Miller, esposa do chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, reacendeu os temores de anexação ao publicar um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira americana, acompanhado da palavra "SOON" ("Em breve", em tradução livre do inglês).
O primeiro-ministro Nielsen classificou essa publicação de "desrespeitosa".
Quando a CNN perguntou a Stephen Miller nesta segunda se os Estados Unidos descartariam uma intervenção militar na Groenlândia, ele questionou qual é a "base" para "a Dinamarca ter a Groenlândia como colônia".
"Os Estados Unidos deveriam ter a Groenlândia [...] Nem sequer é preciso pensar ou falar disso no contexto que você apresenta, o de uma operação militar", afirmou Miller na entrevista. "Ninguém vai lutar militarmente contra os Estados Unidos pelo futuro da Groenlândia!", frisou.
A Dinamarca é um aliado histórico e tradicional de Washington, de quem compra a maior parte de seu armamento. O reino escandinavo integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desde a criação desta aliança.
"Temos a Otan e penso que fará o que for preciso aqui [na Dinamarca]. Isso espero!", disse à AFP Marianne Larsen, uma aposentada dinamarquesa.
Em janeiro de 2025, 85% dos groenlandeses se disseram contrários a que seu território seja anexado pelos Estados Unidos, segundo uma pesquisa divulgada pela imprensa local. Apenas 6% se disseram favoráveis à anexação.
burs-cbw/mas-rnr-meb-arm/cr/aa-jc/mvv/am/rpr
E.Paulino--PC