-
Rússia diz que vai considerar como alvo toda presença militar ocidental na Ucrânia
-
Ainda sem condições físicas, Zheng Qinwen desiste do Aberto da Austrália
-
As concessões da UE a seus agricultores em troca de apoio a acordo com Mercosul
-
Bardot foi enterrada com camiseta e broche de foca, seu animal emblemático
-
Diosdado Cabello: a mão de ferro no centro do governo venezuelano
-
Trump afirma que poderia manter o controle da Venezuela por anos
-
Macron acusa EUA de desrespeitar normas internacionais
-
Estudo mostra rapidez com que se recupera peso após fim do uso de medicamentos para emagrecer
-
Financiamento e prestígio impulsionam atração de cientistas para China
-
Minneapolis se prepara para mais protestos por morte de mulher em operação do ICE
-
China confirma extradição do Camboja de magnata acusado de crimes cibernéticos
-
Empresas emergentes estreiam na bolsa em teste decisivo para a IA chinesa
-
Agricultores entram com tratores em Paris para protestar contra acordo UE-Mercosul
-
Trump retira EUA de importante tratado climático
-
Trump convida Petro à Casa Branca em sua primeira conversa telefônica
-
Trump ordena retirada dos EUA de 66 organizações internacionais
-
Nascido na França e criado na Espanha, argelino Luca Zidane ainda não sofreu gols na CAN
-
Sim à carne vermelha, não aos açúcares: as novas diretrizes saudáveis de Trump
-
Agente migratório mata mulher a tiros durante operação nos EUA
-
As acusações que pesam contra Maduro nos EUA
-
Vendas on-line batem recorde em temporada de festas nos EUA, impulsionadas por uso de IA
-
Exames médicos descartam lesão grave de Bolsonaro após queda na prisão
-
Inter de Milão vence Parma (2-0) e dispara no Italiano; Napoli só empata
-
City e Villa empatam e abrem caminho para Arsenal disparar na liderança do Inglês
-
Papa convoca cardeais de todo o mundo após pedidos por governança colegiada
-
Trump ameaça proibir empresas de defesa de pagar dividendos e recomprar ações
-
Com 2 gols de Raphinha, Barça goleia Athletic Bilbao (5-0) e vai à final da Supercopa da Espanha
-
Adiada a audiência do filho do cineasta Rob Reiner, acusado de matar os pais
-
Trump considera fazer oferta para comprar a Groenlândia
-
Inter Miami contrata zagueiro Micael, do Palmeiras, por empréstimo
-
Agente migratório dos EUA mata mulher que tentou atropelar colegas
-
Napoli reage mas fica no empate em casa com Hellas Verona (2-2)
-
Venezuela e EUA negociam venda de petróleo e Casa Branca garante estar no comando
-
Kevin Keegan, ex-técnico e jogador da seleção inglesa, é diagnosticado com câncer
-
UE busca apoio para assinar acordo comercial com o Mercosul
-
Casa Branca diz que ditará ordens à Venezuela e anuncia que receberá petroleiras dos EUA
-
Oposição da Venezuela, apagada dos planos de Trump
-
Crise financeira levou UNRWA a demitir 571 funcionários em Gaza
-
Simeone sobre treinar na Arábia Saudita: 'Não fechamos portas'
-
México se torna 'fornecedor importante' de petróleo para Cuba diante da crise na Venezuela
-
Falcao García retorna ao Millonarios 6 meses após deixar o clube
-
Sorteio define confrontos de oitavas de final da Copa do Rei da Espanha
-
EUA mantém pressão e apreende petroleiros no Atlântico Norte e Caribe
-
Trump diz duvidar que Otan esteja ao lado dos EUA em caso de necessidade
-
Acusado de violência sexual, Ben Yedder assina com clube do Marrocos
-
Tribunal dos Países Baixos invalida casamento que usou votos gerados com IA
-
Strasbourg anuncia Gary O'Neil como substituto de Liam Rosenior
-
Bolsonaro dá entrada em hospital de Brasília para exames após queda em cela
-
Onda de desinformação sobre captura de Maduro inunda as redes
-
Contratações no setor privado dos EUA aumentaram em dezembro
Ninguém 'vai sair correndo' para casa: diáspora venezuelana espera mudança real
"Um novo amanhecer para a Venezuela", assim descreveu um funcionário de alto escalão deste país após a captura de Nicolás Maduro pelas forças especiais dos Estados Unidos.
Mas, para vários dos oito milhões de venezuelanos exilados na última década, a alegria de ver o presidente deposto comparecer a um tribunal de Nova York foi ofuscada ao saberem que seus funcionários de alto escalão continuam no comando.
A saída forçada de Maduro da Venezuela provocou inicialmente cenas de júbilo entre a diáspora. Muitos se emocionaram ao recordar as dificuldades das quais fugiram e os familiares que deixaram para trás durante o governo iniciado em 2013.
No entanto, embora vários tenham dito que sonham em voltar ao seu país, ainda não fazem as malas diante da incerteza do cenário.
- "Está tudo igual" -
"Na Venezuela não houve mudança de regime. Não há transição", disse à AFP Ligia Bolívar, socióloga venezuelana e defensora de direitos humanos que vive na Colômbia desde 2019.
"Ninguém nessa circunstância vai sair correndo para a Venezuela", acrescentou.
Do lado de fora do consulado venezuelano, onde aguardava para renovar seu passaporte, Alejandro Solórzano, de 35 anos, disse que "está tudo igual".
A economia debilitada é um dos principais motivos para ele permanecer fora do país. No exterior, ele trabalha e envia remessas para casa.
Alguns também mencionaram o temor do aparato de segurança e dos grupos armados alinhados ao governo que percorreram as ruas de Caracas nos últimos dias para reprimir qualquer comemoração pela queda de Maduro.
Em suas primeiras declarações após a captura do mandatário deposto e de sua esposa, Cilia Flores, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou-se disposto a trabalhar com a governante interina, Delcy Rodríguez, deixando de lado a líder da oposição e Nobel da Paz María Corina Machado.
Rodríguez, até então vice-presidente, tomou posse na segunda-feira à frente do mesmo governo comandado por Maduro e que inclui o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o da Defesa, Vladimir Padrino.
Cabello é uma figura temida, após ter ordenado a repressão dos protestos pós-eleitorais de 2024, nos quais cerca de 2.400 pessoas foram detidas.
A União Europeia exigiu na segunda-feira que qualquer transição inclua Machado e o seu candidato nas presidenciais de 2024, Edmundo González Urrutia, cuja vitória é reivindicada pela oposição.
Mas Andrea, uma consultora de imigração de 47 anos que vive em Buenos Aires e preferiu não revelar seu sobrenome, considerou que ainda não é a hora de Machado.
"Até que Trump veja que essa situação está controlada, até que tenha todos estes criminosos nas mãos, não vai poder colocar María Corina", disse.
- "Não há outra forma" -
Luis Peche, analista político que sobreviveu a um atentado com arma de fogo em Bogotá no ano passado, supostamente por motivos políticos, também se manifestou a favor de uma transição negociada.
"É preciso ver as coisas como um processo. Você precisa igualmente daquela parte do aparato estatal" para manter o país de pé, afirmou.
Para Tamara Suju, especialista em direitos humanos radicada na Espanha, manter o mesmo elenco no comando era um mal necessário, pelo menos a curto prazo.
"São eles com quem o governo Trump negocia a transição, porque não há outra forma de fazê-lo", disse à emissora espanhola esRadio, considerando que, eventualmente, Washington obrigará que renunciem.
Edwin Reyes, instalador de janelas de 46 anos que vive na Colômbia há oito, declarou que consideraria voltar uma vez que a Venezuela esteja "completamente livre".
"Estamos esperando, eu já estou há oito anos fora, no exílio. O que me custa esperar mais três, quatro, cinco, seis meses?", indagou.
P.Mira--PC