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Líderes guerrilheiros fogem para Colômbia após operação na Venezuela, indica Exército
Comandantes das guerrilhas colombianas que supostamente atuam na Venezuela estão fugindo de volta para o seu país, após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão de Nicolás Maduro, indicou nesta terça-feira (6) uma fonte das forças da Colômbia à AFP.
Bogotá suspeita que líderes de organizações rebeldes poderosas, como o Exército de Libertação Nacional (ELN), e de facções dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estejam vivendo do outro lado da fronteira. Segundo uma autoridade das Forças Armadas, alguns deles tentam retornar para a Colômbia.
A operação ordenada por Donald Trump no último sábado capturou Maduro, um dos mediadores das tentativas de diálogo de paz entre os guerrilheiros e o governo do colombiano Gustavo Petro. Centros de estudo sobre o conflito e organizações como a Human Rights Watch afirmam que grupos armados como o ELN atuam na Venezuela com o conhecimento das autoridades, e que chegaram a contar com o apoio delas em zonas fronteiriças, o que Maduro sempre negou.
O governo Petro acredita que os líderes dessa guerrilha podem estar na Venezuela. Suspeita-se que o comandante máximo do ELN, vulgo Antonio García, tenha cruzado a fronteira, assim como o ex-número dois das Farc Iván Márquez, que, após assinar a paz em 2016, formou sua própria organização armada.
A presença de líderes guerrilheiros na fronteira representa uma ameaça à segurança da Colômbia após a queda de Maduro, segundo o Ministério da Defesa.
Quando o presidente deposto foi enviado a Nova York para responder perante a Justiça, Bogotá emitiu um alerta sobre possíveis atentados. Em seguida, mobilizou cerca de 30 mil militares para garantir a ordem na fronteira, de mais de 2.200 km.
A AFP observou hoje a presença de militares colombianos na cidade fronteiriça de Cúcuta por ordem de Petro, em meio a advertências de Trump sobre um possível ataque em solo colombiano contra o narcotráfico, e às suas ameaças ao presidente esquerdista.
Petro, um ex-guerrilheiro que assinou a paz na década de 1990, afirmou que está disposto a pegar em armas para se defender de Washington. Grupos guerrilheiros colombianos alertaram Trump de que vão resistir com armas a qualquer tentativa de entrada em seu país.
B.Godinho--PC