-
Rubio pede aos europeus que ajudem os EUA no Irã
-
Bournemouth afasta lateral espanhol Álex Jiménez por enviar mensagens a menina de 15 anos
-
Djokovic é eliminado em sua estreia no Masters 1000 de Roma
-
Tribunal dos EUA anula novo mapa eleitoral favorável aos democratas na Virgínia
-
Starmer descarta renunciar após eleições locais britânicas impulsionarem extrema direita
-
A um mês da Copa, canadense Alphonso Davies ficará afastado por 'várias semanas', diz Bayern
-
Swiatek sofre, mas avança no Aberto de Roma; Jódar segue crescendo
-
Ataques cruzados entre EUA e Irã elevam tensões no Oriente Médio
-
Dois agentes da Guarda Civil morrem durante perseguição a uma lancha de narcotráfico no sul da Espanha
-
Pentágono publica documentos secretos sobre OVNIs
-
Omar García Harfuch, o 'Batman' do México
-
Queda de drone provoca grande incêndio florestal na área de exclusão de Chernobyl
-
Criação de empregos nos EUA aumentou mais do que o esperado em abril
-
Rússia e Ucrânia se atacam mutuamente apesar da trégua decretada por Moscou
-
Reféns mantidos em banco na Alemanha são libertados
-
Dolarização formal, um sonho tentador na Venezuela tutelada por EUA
-
OMS reitera que risco do hantavírus para população é mínimo
-
África e Arsenal, um romance que continua vivo
-
Starmer descarta renúncia apesar dos resultados 'dolorosos' nas eleições locais britânicas
-
Direitista Laura Fernández assume, com seu antecessor, governo de linha dura na Costa Rica
-
Rubi de 11.000 quilates é descoberto em Mianmar
-
Taiwan recebe presidente do Paraguai e China insta Assunção a 'romper' essa relação
-
Leão XIV celebra um ano de pontificado em Pompeia e Nápoles
-
Starmer assume 'responsabilidade' por resultados 'dolorosos' nas eleições locais britânicas
-
Trump afirma que cessar-fogo prossegue apesar dos novos confrontos com o Irã
-
Rússia derruba dezenas de drones desde início de trégua unilateral com Ucrânia
-
Conmebol cancela Independiente Medellín-Flamengo na Colômbia após incidentes com torcedores
-
Grama natural é instalada no estádio da final da Copa do Mundo
-
OMS alerta sobre mais casos de hantavírus, mas espera que surto em navio seja 'limitado'
-
Independiente Medellín-Flamengo é interrompido por protestos de torcedores colombianos
-
Trump sanciona Gaesa e mineradora canadense Sherritt em nova escalada contra Cuba
-
Corinthians avança às oitavas da Libertadores após empate (1-1) entre Platense e Peñarol no Grupo E
-
Valverde e Tchouaméni podem sofrer sanções do Real Madrid após briga
-
Venezuela reconhece morte de preso político quase um ano depois
-
Sinner exige "respeito" dos Grand Slams em meio a disputa sobre premiação
-
Sabalenka, Gauff e Andreeva estreiam com vitórias no WTA 1000 de Roma
-
Crystal Palace e Rayo Vallecano farão final da Conference League
-
Atores gerados por IA não poderão ser premiados no Globo de Ouro
-
Aston Villa e Freiburg vão se enfrentar na final da Liga Europa
-
Governadora de Nova York ordena que agentes do ICE atuem com rosto descoberto
-
Preços do petróleo fecham sessão com leve queda
-
Surto de 2018 na Argentina dá pistas sobre como o hantavírus se propaga
-
Israel e Líbano vão dialogar nos EUA, que espera resposta do Irã à sua proposta
-
CBF quer anunciar renovação de Ancelotti antes da Copa do Mundo
-
Zelensky recomenda que líderes estrangeiros evitem Dia da Vitória em Moscou
-
Trump se mostra satisfeito com reunião com 'dinâmico' Lula
-
Mais de 70 vítimas de Al Fayed receberam 'indenização completa' da Harrods
-
OMS acredita que haverá mais casos de hantavírus por surto em cruzeiro
-
Valverde é levado para hospital após briga com Tchouaméni em treino do Real Madrid
-
EUA ressalta 'sólidos' vínculos com Vaticano após reunião 'amistosa' entre Rubio e papa
Oposição da Venezuela, apagada dos planos de Trump
Ela desapareceu das ruas, seus líderes estão no exílio e Donald Trump perdeu interesse: a oposição foi relegada dos planos dos Estados Unidos para a Venezuela pós-Maduro.
Maduro foi capturado por tropas americanas juntamente com sua esposa, Cilia Flores, durante um bombardeio a Caracas.
Ambos agora enfrentam um julgamento em Nova York por narcotráfico. Vê-los em roupas de presidiários, algemados, perante um juiz é um sonho para muitos opositores.
A líder opositora María Corina Machado rapidamente renovou sua promessa de voltar para a Venezuela, de onde fugiu após meses de clandestinidade em uma operação rocambolesca para receber o prêmio Nobel da Paz em Oslo, em dezembro.
Mas tomar o poder é um cenário descartado por enquanto. Delcy Rodríguez, número dois de Maduro, assumiu como presidente interina com o aval de Trump, que repetiu estar "a cargo" do país.
O apoio de Washington às denúncias de fraude eleitoral de Machado e a reivindicação da vitória de Edmundo González Urrutia ficaram de lado.
A princípio, tudo se resume a "um tema de controle", explica à AFP O analista Ricardo Ríos.
- Sem Trump -
Por anos, Washington impulsionou a saída de Maduro com uma bateria de sanções econômicas e desde 2019 com um embargo petroleiro.
Trump estava, então, em seu primeiro mandato. Ele apoiou e deu recursos ao chamado "governo interino" de Juan Guaidó, que acabou se esvaziando, sem apresentar resultados.
Em seu retorno ao poder, seus planos contra Maduro excluíram Machado, apesar da popularidade vertiginosa da líder opositora.
"Seria muito difícil para ela liderar o país", disse Trump após a operação surpreendente para capturar o líder venezuelano, em 3 de janeiro. "Não inspira respeito", avaliou.
O jornal The New York Times reportou que assessores o convenceram a não entregar o poder à oposição para evitar desestabilizar o país ainda mais e não ter que enviar tropas no terreno.
"A oposição não tem uma estrutura institucional, nem incidência sobre o governo que lhe permita administrar a transição", aponta Ríos.
Machado apoiou desde o início a pressão militar americana sobre a Venezuela. Ela agradeceu exaustivamente a Trump, com quem disse não falar desde 10 de outubro.
Naquele dia, foi anunciado o prêmio Nobel da Paz, que se tornou o pomo da discórdia.
Trump cobiçava o prêmio e minimizou o reconhecimento à opositora de 58 anos, que o dedicou a ele em 10 de outubro.
Na última terça-feira, Machado voltou a oferecê-lo ao republicano, mas o Comitê do Nobel informou que é intransferível. Silêncio total em Washington.
- Sem militares -
A oposição faz apelos constantes aos militares. Pede que respeitem a Constituição e acatem o "mandato" das presidenciais de 28 de julho de 2024, quando a oposição insiste ter vencido Maduro com 70% dos votos.
Mas a Força Armada se declara abertamente "chavista" e sempre jurou "lealdade absoluta" a Maduro. Agora, deram apoio a Delcy Rodríguez.
"O que Trump quer é hackear" o governo e "o põe para trabalhar para ele", assinala Ríos. O presidente republicano disse que está "a cargo" da Venezuela e ventilou que foi sua a decisão deixar Rodríguez à frente.
"Era o lógico no sentido de que tinham que dar [o poder] a atores do oficialismo", relativiza Ríos.
Os militares sempre tiveram poder na Venezuela, embora este tenha se multiplicado em 27 anos de chavismo. Eles também controlam as armas, as empresas de mineração, o petróleo e a distribuição de alimentos, assim como as aduanas e importantes ministérios.
Foram a sustentação de Maduro e, agora, de Rodríguez.
- Sem as ruas -
Os apoiadores da situação marcham diariamente desde o ataque. "Maduro, amigo, o povo está contigo", gritavam manifestantes em Caracas na terça-feira.
A oposição, que poucos anos atrás lotava avenidas e rodovias, se mantém em silêncio.
Ao medo que se instalou após milhares de detenções que se seguiram aos protestos pela questionada reeleição de Maduro em 2024, soma-se agora um decreto de estado de exceção que pune com a prisão qualquer comemoração da operação americana.
A oposição também tem seus principais líderes no exílio, na clandestinidade ou na prisão.
Tanto Machado quanto González Urrutia estão fora da Venezuela. Existe uma pequena representação na nova Assembleia Nacional, que se distanciou de Machado e tem popularidade baixíssima.
A liderança "não pode continuar apostando todas as suas esperanças em uma solução decidida em Washington", disse à AFP o advogado Mariano de Alba, especialista em geopolítica.
"Se o objetivo é construir um país democrático onde o interesse da maioria seja relevante e as minorias sejam respeitadas, seguem sendo cruciais a iniciativa e a organização interna", afirmou.
R.J.Fidalgo--PC