-
Minneapolis pede que autoridades estaduais investiguem morte de mulher pelo ICE
-
Wrexham vence Nottingham Forest nos pênaltis e avança na FA Cup
-
Chega a Cuba novo petroleiro procedente do México
-
França escolhe Boston como sede de concentração durante a Copa do Mundo de 2026
-
Trump diz que vai negociar com a Groenlândia 'do jeito fácil ou difícil'
-
Exército sírio bombardeia áreas curdas de Alepo que os combatentes se recusaram a evacuar
-
Com dois gols nos acréscimos, Dortmund e Eintracht empatam (3-3) na Bundesliga
-
Novas manifestações no Irã apesar de cortes de internet
-
Inter de Milão enfrenta Napoli com chance de disparar no Italiano
-
Marrocos vence Camarões (2-0) e vai às semis da Copa Africana; Senegal também avança
-
Nestlé retira fórmulas infantis de dezenas de países, entre eles o Brasil
-
Venezuela e EUA iniciam processo para restabelecer relações após queda de Maduro
-
'Não aceito que Trump venha dominar' Venezuela, dizem chavistas em nova marcha pró-Maduro
-
'Vou lutar' para ir à Copa do Mundo, diz Endrick à AFP
-
Lula celebra acordo UE-Mercosul como 'dia histórico para o multilateralismo'
-
Dérbi parisiense e possível estreia de Endrick são os destaques da Copa da França
-
Rússia fica sem calefação após bombardeio russo e prefeito pede evacuação da cidade
-
González Urrutia pede 'reconhecimento' de sua vitória nas presidenciais da Venezuela
-
Senegal vence Mali (1-0) e avança às semifinais da Copa Africana de Nações
-
Princesa Kate comemora aniversário e elogia poder curativo da natureza
-
Navio russo chega à África do Sul para manobras navais com China e Irã
-
'Seria divertido': Alcaraz e Sinner não descartam jogar juntos em duplas 'pelo menos uma vez'
-
Alemanha ficará concentrada na Carolina do Norte durante a Copa do Mundo de 2026
-
Sabalenka atropela Madison Keys e avança às semifinais em Brisbane
-
Familiares de presos políticos vivem entre esperança e angústia com lentas libertações na Venezuela
-
Jovem enfrenta julgamento na Alemanha por manipulação sádica de adolescentes na internet
-
Trump diz ter cancelado 2ª onda de ataques à Venezuela após libertações de presos políticos
-
Suíça faz minuto de silêncio por vítimas do incêndio de Ano Novo
-
Itália estima que UE deve restabelecer diálogo com Rússia
-
Criação de empregos nos EUA em dezembro fica abaixo das expectativas
-
As concessões da UE a seus agricultores diante do acordo com o Mercosul
-
'Uma Batalha Após a Outra' surge como favorito ao Globo de Ouro
-
'A guerra voltou a estar na moda e um fervor bélico se alastra', denuncia papa Leão XIV
-
Irã 'não cederá' diante dos manifestantes, adverte líder supremo
-
Os indicados às principais categorias do Globo de Ouro
-
Brasil encerrou 2025 com inflação de 4,26%, dentro da tolerância oficial
-
Países da União Europeia aprovam acordo com Mercosul
-
China, o parceiro indispensável da Venezuela de Maduro
-
Grok desativa ferramenta que permite despir pessoas para usuários não pagantes
-
Combatentes curdos se recusam a evacuar Aleppo apesar do apelo das autoridades sírias
-
Bombardeio russo deixa Kiev sem calefação no inverno; prefeito pede evacuação da cidade
-
Empresa unicórnio chinesa de IA MiniMax dispara em sua estreia na Bolsa de Hong Kong
-
Papa manifesta 'grave preocupação' e pede que se 'respeite a vontade do povo venezuelano'
-
UE aprova acordo com o Mercosul
-
Casa Branca defende polícia migratória após morte de mulher por agente
-
Ucrânia ativa alerta por mísseis russos e reporta 3 mortos em Kiev
-
Rebelião na Câmara dos EUA impulsiona prorrogação de subsídios do Obamacare
-
Trump diz que 'sua moral' é o único limite para ações dos EUA no exterior
-
Tripulação da ISS retornará à Terra antes por problema médico
-
Arsenal empata com Liverpool em casa (0-0) e mantém vantagem de 6 pontos na liderança do Inglês
Cresce a ansiedade entre familiares de presos políticos com lentas libertações na Venezuela
Dilsia Caro dormiu no chão em frente à prisão onde seu marido está detido desde 2023. Correu para lá assim que ouviu o anúncio sobre a soltura de presos políticos feito na quinta-feira (8) pelo novo governo da Venezuela.
Mas chegou a noite, passou a madrugada, boa parte da sexta-feira e nada.
“Dormi um pouquinho no carro”, diz à AFP, frustrada, essa mulher de 50 anos.“Vejo isso como um escárnio, sabendo que deram a ordem de libertá-los”, declarou mais cedo.
Ela pegou cinco ônibus para percorrer os 170 km de Maracay até Guatire, nos arredores de Caracas, onde fica o presídio Rodeo I.
Seu marido, Noel Flores, foi detido pela publicação de um status na plataforma WhatsApp contra o governo, relata.
Cerca de 30 familiares se aglomeraram do lado de fora do Rodeo, assim como em outros conhecidos centros penitenciários onde há presos políticos, como El Helicoide, em Caracas.
A Venezuela anunciou na quinta-feira a libertação de “um número significativo” de opositores detidos.
Não está claro quantos são. Quase 30 horas após o anúncio, ONGs contabilizam entre oito e 11 libertações, que incluem dois opositores e cinco espanhóis.
O ex-candidato presidencial Enrique Márquez foi posto em liberdade na noite de quinta-feira, junto com o dirigente Biagio Pilieri. A ativista Rocío San Miguel, que tem dupla nacionalidade, saiu acompanhada de outros quatro espanhóis e eles viajaram para Madri.
- “Ele não sabia de nada” -
É o primeiro anúncio de libertações sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, que assumiu após os bombardeios dos Estados Unidos que, em 3 de janeiro, levaram à deposição de Nicolás Maduro.
A Casa Branca insiste que o gesto é uma amostra da influência que o presidente Donald Trump tem agora sobre a nova administração.
Mas em frente aos presídios há apenas frustração, pela demora e pela falta de informações.
“Chegaram os alvarás de soltura!”, grita alguém no Rodeo. A multidão responde cantando o hino nacional, com ênfase na estrofe “abaixo as correntes”.
Mas as horas passam e ninguém sai. “Estou esperançoso”, afirmou Jairo Bethermytt, de 60 anos, que tem o filho preso há seis anos, acusado de envolvimento em um atentado contra Maduro. “Ficarei aqui o tempo que for possível.”
Shakira Ibarreto, filha de um policial preso em 2024, disse que conseguiu entrar para conversar com o pai na prisão.
“Ele não sabia de nada. Não sabiam que pegaram o Maduro, nada. Estavam incomunicáveis desde 15 de dezembro”, afirmou Ibarreto, que, com medo, contou a ele sobre a operação militar americana que capturou o mandatário deposto.
“Havia vários presos por perto, todos começaram a gritar de emoção, aplaudiam, os guardas não faziam nada”, relatou.
Maduro foi levado a Nova York para enfrentar um julgamento por narcotráfico.
- “Tenho esperança” -
Do Helicoide entram e saem motos e veículos oficiais. Essa estrutura em espiral é a sede dos serviços de inteligência, e opositores a consideram um símbolo da “tortura” do governo.
O Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos convocou uma vigília em frente a este presídio. “Seguimos esperando a liberdade de todos os presos políticos”, diz uma faixa da organização, que contabiliza cerca de 1.200 presos políticos.
Por sua vez, o Foro Penal registrava 806 pessoas detidas por razões políticas na Venezuela, incluindo 175 militares.
Muitos não têm certeza do paradeiro de seus entes queridos.
“Não sei nada do meu irmão há seis meses”, disse Maira Morales, irmã de um dos acusados na Operação Gedeón, uma incursão fracassada para derrubar Maduro em 2020.
Ele foi transferido do Helicoide para outra prisão e “não nos dão provas de vida”, contou Morales.
Perto dali, Marili del Carmen Rodríguez aguardava informações sobre o filho Carlos, de 29 anos, detido em setembro no interior do país. “Não sei se ele está aqui, mas tenho esperança.”
C.Cassis--PC