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México se oferece como mediador entre Cuba e EUA
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou nesta quarta-feira (14) que seu governo poderia mediar as relações entre Cuba e Estados Unidos para solucionar suas diferenças, no momento em que Washington aumenta a pressão sobre a ilha.
"Nas divergências entre Estados Unidos e Cuba, o México está na melhor posição de ser um veículo para gerar um diálogo", declarou a mandatária durante sua coletiva de imprensa matinal.
O presidente americano, Donald Trump, instou Cuba no domingo a "alcançar um acordo" ou enfrentar consequências não detalhadas.
Para que esta mediação ocorra, tanto Washington quanto Havana devem estar de acordo com o diálogo e as condições em que ele se daria, disse Sheinbaum ao defender o direito dos cubanos de "decidir seu destino".
A governante de esquerda foi questionada por jornalistas se os envios de petróleo e seus derivados que o México realiza a Cuba poderiam provocar tensões na relação com Trump.
"O México é um país soberano e toma suas decisões", respondeu Sheinbaum.
Após a incursão de forças americanas em Caracas em 3 de janeiro para capturar o agora deposto presidente venezuelano Nicolás Maduro, Washington assumiu o controle do petróleo do país sul-americano.
O México é agora um importante fornecedor de Cuba. Na última sexta-feira, chegou a Havana um petroleiro com 85.000 barris de petróleo proveniente de solo mexicano, informou um especialista do setor da Universidade do Texas.
A estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) não confirmou este envio em uma solicitação da AFP.
Em setembro, a Pemex comunicou à Comissão de Valores dos Estados Unidos que envia petróleo a Cuba desde 2023 e que, nos primeiros nove meses de 2025, exportou 17.200 barris diários deste hidrocarboneto e 2.000 de seus derivados, por um valor de 400 milhões de dólares (R$ 2,1 bilhões, na cotação atual).
F.Santana--PC