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Lula e Von der Leyen comemoram acordo UE-Mercosul na véspera de assinatura
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudaram nesta sexta-feira (16) o iminente acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia como um pacto-chave para a prosperidade e o multilateralismo.
Depois de mais de vinte anos de negociações, o tratado será assinado no sábado (17), em Assunção, capital do Paraguai.
Após participarem de uma reunião no Rio de Janeiro, Lula, um dos principais defensores do tratado, afirmou em uma declaração conjunta à imprensa que o entendimento entre os dois blocos é "muito bom, sobretudo, para o mundo democrático e para o multilateralismo".
Von der Leyen elogiou o papel do petista nas negociações e afirmou que o acordo "envia uma mensagem contundente: este é o poder da cooperação e da abertura. (...) E é assim que criamos verdadeira prosperidade".
Os dois blocos juntos representam 30% do PIB mundial e abrangem um mercado de mais de 700 milhões de pessoas.
A assinatura em Assunção contará com a presença do presidente anfitrião, Santiago Peña, e do uruguaio Yamandú Orsi. Também é esperado o comparecimento do argentino Javier Milei.
Lula não participará do encontro. Segundo o governo, a assinatura foi inicialmente planejada como um evento em nível ministerial, e Assunção convidou os presidentes de última hora.
Desde que voltou ao poder, em 2023, Lula tem sido um grande promotor desse acordo, que criará uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e abrirá mercados atraentes para o agronegócio brasileiro.
Mas o pacto enfrenta a resistência de agricultores e pecuaristas de alguns países europeus, que se mobilizaram em fortes protestos contra a assinatura.
Esses setores veem com temor a chegada de produtos dos países do Mercosul, mais competitivos devido a normas de produção consideradas menos rigorosas.
Cinco países votaram contra: França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria.
A aprovação no Conselho foi o último passo antes da assinatura conjunta entre os dois blocos, neste sábado em Assunção.
A.S.Diogo--PC