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Estudo aponta cerca de 2 milhões de baixas militares em guerra na Ucrânia
A invasão da Ucrânia pela Rússia causou cerca de 2 milhões de baixas militares, entre mortos, feridos e desaparecidos dos dois países, aponta um estudo publicado nesta terça-feira (27) pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, sigla em inglês).
As forças de Moscou registram a maior parte das perdas, com até 325 mil mortos entre 1,2 milhão de baixas em suas fileiras desde o começo da invasão, em fevereiro de 2022, segundo o centro de reflexão americano.
"Nenhuma grande potência sofreu nem remotamente de perto este número de baixas ou mortes em qualquer conflito desde a Segunda Guerra Mundial", indicou o CSIS. "As forças russas avançam de maneira notavelmente lenta no campo de batalha", acrescentou.
A Ucrânia também sofreu perdas significativas: entre 500 mil e 600 mil baixas, das quais entre 100 mil e 140 mil foram mortes, entre fevereiro de 2022 e dezembro de 2025.
"As baixas combinadas de Rússia e Ucrânia poderiam chegar a 1,8 milhão e alcançar um total de dois milhões para a primavera [boreal] de 2026", indicou o CSIS.
A guerra também apresenta forte impacto nos civis. De acordo com os observadores das Nações Unidas, em 2025 houve mais mortes de civis na Ucrânia do que em qualquer outro ano, exceto 2022.
Mais de 2.500 civis morreram e cerca de 12 mil ficaram feridos no ano passado, indicou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh). A ONU verificou cerca de 15 mil mortes de civis desde 2022, mas é provável que o número total seja "consideravelmente maior".
Em fevereiro passado, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou em uma rede de TV americana que seu país havia perdido aproximadamente 46 mil soldados desde 2022, uma estimativa considerada por analistas inferior ao número real, enquanto outros "dezenas de milhares" estavam desaparecidos ou haviam sido feito prisioneiros pelo Exército russo.
O serviço russo da BBC e o veículo de comunicação Mediazona contabilizaram, com base em dados de livre acesso, mais de 163 mil soldados russos mortos em quase quatro anos de combate, um número que eles mesmos consideram inferior ao real.
E.Borba--PC