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Médicos, turismo, tabaco: receitas em divisas de Cuba na mira dos EUA
O cerco dos Estados Unidos para reduzir a entrada de divisas em Cuba se estreita: enquanto alguns países questionam os acordos para receber médicos cubanos sob pressão de Washington, o bloqueio energético castiga o turismo e o tabaco.
— Serviços médicos —
O envio de brigadas médicas ao exterior constitui a principal fonte de entrada de divisas da ilha, com 7 bilhões de dólares (R$ 36,6 bilhões) em 2025, de acordo com cifras oficiais.
Segundo Havana, 24 mil médicos e outros profissionais cubanos da saúde trabalhavam no ano passado em 56 países, mais da metade deles (13 mil) na Venezuela.
Nesse país, a situação dos médicos cubanos parece não ter mudado até o momento, apesar da queda de Nicolás Maduro. No entanto, isso pode evoluir rapidamente.
Paralelamente, a campanha de pressão lançada por Washington em 2025 está começando a dar frutos em outros países da região.
A Guatemala acaba de pôr fim a um acordo de 27 anos, por meio do qual milhares de médicos cubanos trabalharam em áreas isoladas do país, enquanto Antígua e Barbuda rompeu sua histórica aliança com Havana em dezembro.
A Guiana pretende remunerar diretamente os médicos da ilha, à margem dos acordos firmados entre ambos os países.
"Queremos que os médicos sejam pagos diretamente", de modo que "esses acordos vão mudar com o tempo", declarou à AFP seu ministro da Saúde, Frank Anthony.
— Turismo —
O bloqueio energético imposto por Washington à ilha, que não recebe um navio petroleiro desde 9 de janeiro, ameaça desferir um golpe mortal no turismo, a segunda fonte de receitas em divisas do país.
O setor, que emprega mais de 300 mil pessoas, já vinha sendo enfraquecido nos últimos anos pela pandemia e pelas sanções americanas (queda de 70% nas receitas entre 2019 e 2025, segundo estimativas baseadas em dados oficiais).
Após o anúncio de Havana sobre a escassez de combustível para os aviões, as companhias canadenses e russas que operam na ilha, assim como a latino-americana LATAM Airlines, anunciaram a suspensão de seus voos para a ilha, uma vez concluída a repatriação de seus passageiros.
Além disso, pelo menos cinco países recomendaram a seus cidadãos que evitem viajar para a ilha.
"Em outro momento, a cidade estaria viva, mas está tranquila demais", explica José Francisco Machín, proprietário de uma casa de aluguel para turistas na vila colonial de Trinidad, 325 km a leste de Havana. Machín relata "vários cancelamentos" para março.
— Remessas —
Os canais oficiais de envio de dinheiro dos cubanos emigrados para seus familiares na ilha (remessas) praticamente desapareceram desde a suspensão das transferências pela Western Union em 2020, apesar de uma breve recuperação entre 2023 e 2025.
Desde então, os cubanos recebem dólares de maneira informal graças às "mulas", pessoas que viajam de avião desde Miami e trazem dinheiro e mercadorias.
Esses voos não foram suspensos, mas o congressista republicano Carlos Giménez (Flórida) indicou no início de fevereiro que havia solicitado oficialmente às companhias americanas que operam em Cuba "cancelar todos os voos para o regime brutal".
— Tabaco —
Além da produção de níquel, os famosos habanos são outra importante fonte de receitas em divisas do país, com vendas de 827 milhões de dólares (R$ 4,3 bilhões, na cotação atual) em 2024.
"A agricultura não está isenta da situação que existe com o petróleo, que é algo sério", explica à AFP Héctor Luis Prieto, produtor da região de Vuelta Abajo (oeste), considerada a meca do tabaco cubano.
Praticamente sem combustível, Prieto enfrenta dificuldades em plena colheita, tanto para a coleta da folha quanto para a irrigação do tabaco que ainda está no campo. Ele consegue irrigar com um painel solar fornecido pelo Estado, "mas claro que precisamos de combustível", afirma.
O cancelamento do Festival del Habano, previsto para o fim de fevereiro, é outro duro golpe para o setor. Esse evento rende todos os anos ao governo vários milhões de euros graças a um prestigioso leilão.
Em 2025, esse leilão arrecadou mais de 16 milhões de euros (R$ 100 milhões), e 17 e 11 milhões de euros (R$ 105 milhões e R$ 68 milhões), respectivamente, nos dois anos anteriores. Os recursos arrecadados são oficialmente destinados ao setor de saúde, que já teve de reduzir algumas atividades não essenciais.
bur-lis-rd-jb/cr/am
R.J.Fidalgo--PC