-
Economia argentina se recupera em 2025 com crescimento de 4,4%
-
Infantino diz estar "muito tranquilo" em relação ao México sediar Copa, apesar da onda de violência
-
Técnico do México acredita que sua seleção enfrentará Portugal apesar da onda de violência
-
Chuvas em MG deixam 30 mortos e dezenas de desaparecidos
-
Griezmann estaria negociando sua transferência ao Orlando City
-
Sem Mourinho e Prestianni, bola retoma seu papel de protagonista no jogo Real Madrid-Benfica
-
Chuvas em MG deixam 29 mortos e dezenas de desaparecidos
-
Marquinhos, capitão e peça fundamental da reconstrução defensiva do PSG
-
Bodo/Glimt faz história, elimina Inter de Milão e vai às oitavas da Champions
-
Bayer Leverkusen empata com Olympiacos e se garante nas oitavas da Champions
-
Newcastle volta a vencer Qarabag (3-2) e vai às oitavas da Champions pela 1ª vez
-
Messi diz se arrepender por não ter estudado inglês: 'A gente se sente meio ignorante'
-
Presidente do México afirma que não há risco para torcedores em Guadalajara
-
Presidente do Louvre renuncia quatro meses após roubo de joias
-
Presidente da CBF espera renovar com Ancelotti para depois da Copa do Mundo
-
Irã afirma que acordo com os EUA está 'ao alcance da mão'
-
Com lesão no joelho, Mbappé deve desfalcar Real Madrid contra o Benfica
-
Com hat-trick de Sorloth, Atlético goleia Brugge (4-1) e vai às oitavas da Champions
-
'Não há dúvida' sobre a culpa dos irmãos Brazão no assassinato de Marielle Franco, diz PGR
-
Trump prepara contra-ataque em discurso à nação após revés na Suprema Corte
-
Igualdade de trabalho entre homens e mulheres não existe em nenhum país, diz Banco Mundial
-
Buscam dezenas de desaparecidos em chuvas que já deixaram 23 mortos em MG
-
Puerto Vallarta, o paraíso mexicano em chamas após a morte de chefão do tráfico
-
Às vésperas da Copa do Mundo, Sheinbaum afirma que não há 'nenhum risco' em Guadalajara
-
Arbeloa pede que Uefa faça mais do que 'apenas um slogan' contra o racismo
-
Atlético-MG anuncia argentino Eduardo Domínguez como novo técnico
-
Ex-presidente das Filipinas elaborou 'listas de pessoas a serem mortas', afirma promotor do TPI
-
Saga de terror 'Pânico' celebra 30 anos com sétimo filme
-
Warner Bros Discovery analisa nova oferta de compra da Paramount
-
Irã adverte estudantes a não ultrapassarem 'limites' nos protestos
-
Fortes chuvas deixam ao menos 20 mortos em Minas Gerais
-
Trump prepara contra-ataque em seu discurso à nação após revés na Suprema Corte
-
Apagões, inflação e transporte limitado: a vida incerta dos cubanos sem combustível
-
El Salvador, de reduto de gangues a novo ímã de turistas
-
Jogador do PSG Achraf Hakimi será julgado na França por estupro
-
Deputados britânicos pressionam o governo a divulgar documentos sobre ex-príncipe Andrew
-
Governo Trump prepara desapropriações na fronteira para erguer seu muro
-
Como estão Ucrânia e Rússia após quatro anos de guerra?
-
A ascensão da irmã de Kim Jong Un na Coreia do Norte
-
STF inicia julgamento de acusados de mandar matar Marielle Franco
-
França exige explicações do embaixador americano por ausência em convocação do MRE
-
Novas tarifas americanas entram em vigor após decisão da Suprema Corte
-
Zelensky diz que Putin 'não alcançou seus objetivos' de guerra na Ucrânia
-
Dezenas de presos políticos saem da prisão na Venezuela após anistia
-
Irã promete resposta 'feroz' a qualquer ataque dos EUA
-
Explosão perto de estação de trem mata policial em Moscou
-
Executivo afirma que YouTube nao buscar criar vício, e sim 'gerar valor'
-
Governo revoga decreto sobre hidrovias na Amazônia após protestos indígenas
-
Barça recusou oferta de 250 milhões de euros por Yamal, diz ex-dirigente do time catalão
-
Italianos correm risco de eliminação na Champions; PSG e Real Madrid tentam confirmar vaga nas oitavas
PGR pede condenação dos irmãos Brazão pelo assassinato de Marielle Franco
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação dos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, acusados de ordenar o assassinato da vereadora Marielle Franco, no julgamento iniciado nesta terça-feira (24) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), oito anos após esse crime que chocou o país.
Símbolo do movimento negro e LGBTQIA+ no Brasil e fervorosa opositora das milícias do Rio de Janeiro, a vereadora carioca foi morta a tiros em 14 de março de 2018, aos 38 anos, quando se deslocava em seu carro no centro da cidade.
Ela morreu na hora, assim como seu motorista Anderson Gomes.
O atirador e um cúmplice, que dirigia o carro para o atentado, já foram condenados a longas penas de prisão em 2024.
A PGR pediu a condenação do ex-deputado federal Chiquinho Brazão e de seu irmão Domingos, ex-deputado estadual e conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), acusados de terem ordenado o assassinato.
Com as provas apresentadas, "não há dúvida" da "autoria delitiva" dos irmãos nos homicídios, declarou aos ministros do STF, em Brasília, o vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand.
Se forem considerados culpados, poderão ser condenados a décadas de prisão.
Segundo a acusação, Marielle se opunha na Câmara Municipal a propostas defendidas pelos irmãos Brazão para legalizar a apropriação de terrenos por parte das milícias que controlam grandes territórios no Rio de Janeiro.
Oriunda da favela da Maré, a então vereadora defendia os direitos das populações marginalizadas, sobretudo de jovens negros, mulheres e pessoas da comunidade LGBTQIA+.
"Marielle se tornou em síntese, a principal opositora e o mais ativo símbolo da resistência aos interesses econômicos dos irmãos" Brazão, apontou Chateaubriand.
- "Virar a página da impunidade" -
Quatro ministros votarão a partir de quarta-feira pela condenação ou absolvição nesse julgamento que ocorre na sede do STF, com a presença de jornalistas e pessoas próximas às vítimas, observou a AFP.
"A nossa angústia, que a gente vem segurando por oito anos, permanece", disse ao fim da sessão Monica Benício, viúva de Marielle. Ela afirmou, porém, esperar que seja feita "justiça" com relação aos mandantes do crime.
Formadas no Rio há cerca de 40 anos por ex-policiais como células de autodefesa contra o tráfico de drogas, as milícias rapidamente se tornaram gangues temíveis que praticam todos os tipos de extorsão.
Beneficiadas por apoio político de alto nível, também se apropriaram de terrenos públicos para construir ilegalmente habitações e edifícios comerciais.
"Gente que se considerava intocável está hoje no banco dos réus", declarou Jurema Werneck, diretora da Anistia Internacional no Brasil. O país, disse ela, tem a oportunidade de "virar a página da impunidade".
A PGR também pediu a condenação de outros três acusados, julgados no STF, por suposto envolvimento no assassinato: o ex-delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa; o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves, e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor do TCE.
Barbosa é acusado de ter se aproveitado de sua posição de comando na Polícia Civil do Rio de Janeiro para obstruir as investigações e garantir a impunidade dos autores intelectuais.
- Delação "construída" -
Em outubro de 2024, um júri popular condenou Ronnie Lessa a 78 anos de prisão, um ex-policial que confessou ter matado Marielle com uma submetralhadora.
Ele atirou contra a então vereadora e seu motorista de um veículo conduzido por seu cúmplice Élcio Queiroz, que foi condenado a 59 anos de reclusão.
Durante o julgamento, Lessa disse que ficou "louco" de ambição pelo valor oferecido para cometer o crime: R$ 25 milhões.
Os irmãos Brazão negam as acusações e questionam a validade de um acordo de delação premiada firmado por Lessa com a Justiça.
A confissão de Lesa é uma "história construída", defendeu nesta terça o advogado de Domingos Brazão, Marcio Palma.
Alexandre de Moraes, na qualidade de relator do caso, será o primeiro dos quatro ministros da Primeira Turma do STF a votar no julgamento.
F.Cardoso--PC