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Momentos-chave na guerra dos Estados Unidos contra o Irã
Depois de anos de planejamento e de várias semanas de reforço de forças militares no Oriente Médio, o presidente Donald Trump deu a ordem para que as forças armadas dos Estados Unidos atacassem o Irã.
O Pentágono lançou ataques que destruíram centros iranianos de comando e controle, arrasaram instalações de armazenamento e lançamento de mísseis e afundaram navios da Marinha.
A seguir, a AFP examina os momentos-chave da operação americana contra o Irã.
- Deslocamento de tropas -
Durante semanas, os Estados Unidos acumularam forças no Oriente Médio "para reforçar a dissuasão e fornecer ao presidente opções críveis caso fosse necessário agir", explicou nesta segunda-feira (2), em entrevista coletiva, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Dan Caine.
"Esses movimentos garantiram que as forças americanas permanecessem posicionadas, protegidas e prontas para responder de maneira decisiva a qualquer ameaça", afirmou.
De acordo com Caine, o deslocamento inclui milhares de militares de todos os ramos, centenas de aviões de combate, dezenas de aviões-tanque e os porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald Ford.
- A ordem -
A ordem para atacar chegou na sexta-feira à tarde, segundo o general. Foi emitida por Trump e transmitida pelo chefe do Pentágono, Pete Hegseth, ao Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas forças americanas no Oriente Médio.
"O presidente ordenou: 'A Operação Fúria Épica está aprovada. Não há volta atrás. Boa sorte'", disse Caine.
- O início -
"Os primeiros a agir foram o US CYBERCOM e o US SPACECOM, aplicando efeitos não cinéticos, interrompendo, degradando e cegando a capacidade do Irã de ver, comunicar-se e responder", declarou Caine, em referência aos Comandos Cibernético e Espacial.
As principais operações de combate dos Estados Unidos começaram no sábado às 9h45 em Teerã (2h15 em Brasília).
"Mais de 100 aeronaves decolaram de terra e mar - caças, aviões-tanque, sistemas aerotransportados de alerta antecipado, plataformas de ataque eletrônico, bombardeiros procedentes dos Estados Unidos e plataformas não tripuladas - formando uma única onda sincronizada", segundo o general.
A Marinha americana também lançou mísseis de cruzeiro Tomahawk contra navios iranianos, enquanto integrantes do Exército "dispararam armas de precisão de ataque a distância", afirmou Caine.
O início da campanha "marcou a culminação de meses e, em alguns casos, anos de planejamento deliberado e aperfeiçoamento contra esse conjunto específico de alvos".
- Os principais alvos -
Caine afirmou que os Estados Unidos atingiram mais de mil alvos nas primeiras 24 horas da guerra.
"Na fase inicial, o objetivo do Centcom foi a seleção sistemática de alvos na infraestrutura de comando e controle dos iranianos, suas forças navais, posições de mísseis balísticos e sua infraestrutura de inteligência, projetada para atordoá-los e confundi-los", disse.
"As operações coordenadas nos domínios espacial e cibernético interromperam de maneira eficaz as comunicações e as redes de sensores em toda a área de responsabilidade, deixando o adversário sem capacidade de ver ou responder de forma eficaz", acrescentou.
- Os objetivos -
"Nossos objetivos militares são claros. Nossa missão é nos proteger e nos defender e, junto com nossos parceiros regionais, impedir que o Irã tenha capacidade de projetar poder para além de suas fronteiras e estar prontos para realizar ações posteriores quando for apropriado", declarou Caine.
No entanto, o prazo para concluir esses objetivos permanece aberto.
"Esta não é uma operação de uma única noite. Os objetivos militares atribuídos ao Centcom e à Força Conjunta levarão algum tempo para serem alcançados", afirmou o general.
"Esperamos sofrer mais baixas e, como sempre, trabalharemos para minimizar as perdas americanas".
Quatro militares americanos morreram desde o início da guerra. A agência humanitária Crescente Vermelho afirma que 555 pessoas foram mortas no Irã desde o início dos ataques.
Nogueira--PC