-
O adeus ao voluntário que dedicou sua vida a recuperar corpos na guerra na Ucrânia
-
Atlético de Madrid acerta transferência de Thiago Almada para o River Plate
-
Espanha inicia controles fronteiriços com a Itália após crise migratória
-
Bruno Guimarães deixa Newcastle e assina com Arsenal
-
Hamas diz que segue disposto a avançar com plano de paz para Gaza
-
Pai de Lionel Messi morre aos 68 anos
-
Emirados Árabes afirmam que Irã atacou petroleiro no Estreito de Ormuz
-
Ex-advogado de Trump é confirmado como procurador-geral dos EUA
-
Ex-premiê candidato à presidência da França denuncia suspeita de interferência russa
-
De la Espriella se alinha aos EUA com foco no 'narcoterrorismo'
-
Trump vai recorrer após Justiça bloquear obra de salão de baile
-
De la Espriella assume poder na Colômbia com foco no 'narcoterrorismo'
-
De la Espriella assume o poder na Colômbia com apoio de Trump na guerra contra o tráfico
-
Laudo aponta que Brandon Clarke, jogador da NBA, teve morte por overdose acidental
-
Ataques de rebeldes houthis deixam 10 mortos em região petrolífera do Iêmen
-
Espanha impõe controles fronteiriços à Itália em meio a crise migratória
-
De la Espriella chega ao poder na Colômbia com apoio de Trump na guerra contra o tráfico
-
Milhares marcham na Argentina no dia de São Caetano, padroeiro do pão e do trabalho
-
Europa se prepara para queda de geração de energia durante eclipse
-
Luca Zidane deixa Granada e assina com Leganés
-
Rybakina derrota Li e vai às oitavas do WTA 1000 de Toronto
-
Rebeldes houthis continuam ofensiva no Iêmen com ataques em região petrolífera
-
Rebeca Andrade tira nota mais alta do mundo no salto em 2026
-
Rússia nega estar por trás do drone com explosivos encontrado em aeroporto alemão
-
De la Espriella: um milionário pró-Trump na Presidência da Colômbia
-
Vasco anuncia contratação do atacante argentino Facundo Colidio
-
Ex-advogado de Trump pronto para ser confirmado como procurador-geral dos EUA
-
Espanha lança ultimato à Itália para que levante controles fronteiriços
-
Obras do salão de baile de Trump são bloqueadas em recurso
-
Cambridge revisará seu processo de contratação após escândalo por suposto plágio
-
Novo técnico da Bélgica conversará com Courtois sobre seu futuro na seleção
-
Diretor da McLaren exalta 'harmonia reforçada' entre Norris e Piastri
-
Real Madrid empresta Mastantuono à Fiorentina
-
México e Peru restabelecem relações diplomáticas após ruptura por asilo
-
Bayern de Munique vence Aston Villa em amistoso em Hong Kong
-
EUA perde empregos, um golpe às afirmações de Trump sobre a economia
-
OMS propõe testar na RDC uma vacina já existente contra outra cepa do ebola
-
Notre-Dame, Champs-Élysées e vítimas de abusos: a agenda do papa na França
-
Arábia Saudita, Paquistão e Turquia assinam pacto de defesa em meio a tensão com Irã
-
Coreia do Norte recomenda sopa de cachorro para enfrentar o calor
-
Desemprego na França sobe para 8,3%, seu nível mais alto desde a pandemia
-
De la Espriella toma posse na Colômbia como aliado de Trump na guerra contra o tráfico
-
Rebeldes houthis matam mais de 60 soldados das forças governamentais no Iêmen
-
Adolescente mata avós, alunos e professores na Tailândia
-
Governo e oposição têm primeiro encontro rumo a transição política na Venezuela
-
Protesto contra projeto de lei termina em confronto na Argentina
-
Governo e oposição têm primeiro encontro para transição política na Venezuela
-
Meta é condenada a pagar US$ 567 milhões para estado dos EUA por caso envolvendo menores nas redes
-
Lucro da Petrobras dobra com produção recorde e alta do petróleo
-
Governo e oposição iniciam diálogo com vistas a uma transição política na Venezuela
Com guerra de EUA e Israel contra Irã, 'Eixo da Resistência' entra em 'modo sobrevivência'
Há anos, o Irã se vangloriava de controlar quatro capitais árabes: Bagdá, Damasco, Beirute e Sana. Hoje enfraquecido, esse "Eixo da Resistência" ameaça afundar, o que pode alterar profundamente o cenário regional, segundo analistas.
Idealizado como ferramenta de dissuasão e projeção regional diante de Israel, esse eixo, construído gradualmente e cujo desmantelamento começou durante a guerra de Gaza, está agora "praticamente aniquilado", aponta Nicholas Blanford, analista do Atlantic Council.
Dois dias após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu uma resposta que "mudaria o Oriente Médio".
Com apoio de seu aliado americano, ele pretendia não apenas destruir o grupo islamista palestino, apoiado pelo Irã, mas toda a rede de alianças pró-iranianas na região.
O enfraquecimento do Hezbollah durante a guerra com Israel, encerrada no fim de 2024, e a queda do regime de Bashar al Assad na Síria abriram caminho para atingir o centro de gravidade da aliança: Teerã.
Desde sábado, o Irã é alvo de uma ofensiva maciça dos Estados Unidos e de Israel, que levou à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Agora, a maioria dos integrantes do "Eixo da Resistência" (Hezbollah, os huthis do Iêmen, as milícias xiitas do Iraque...) "estão em modo sobrevivência", explica à AFP Renad Mansour, pesquisador da Chatham House.
- "Enfoque defensivo" -
O Hezbollah decidiu entrar na guerra e, na segunda-feira (2), atacou Israel, que respondeu de forma desproporcional. O Exército israelense bombardeia há dois dias, sem parar, seus redutos e avança em território libanês para criar uma zona de amortecimento.
Nicholas Blanford, autor de um livro sobre o Hezbollah, considera que o líder do grupo, Naim Qassem, "não desejava se envolver neste conflito" porque queria proteger sua organização, mas foi "obrigado" pelo Irã a fazê-lo.
No Iraque, onde Washington e Teerã competem há muito tempo por influência, grupos armados apoiados pelo Irã reivindicaram dezenas de ataques com drones contra bases americanas. No entanto, muitos desses aparelhos foram abatidos.
Os grupos que intervêm "não têm capacidade militar para infligir danos significativos", explica Renad Mansour, segundo quem as formações pró-iranianas mais importantes estão agora "estreitamente vinculadas ao Estado" e, por isso, são mais prudentes.
Os huthis do Iêmen, também apoiados pelo Irã, limitaram-se até o momento a expressar apoio verbal a Teerã.
Segundo Ahmed Nagi, especialista em Iêmen do International Crisis Group, "os huthis adotam uma postura de espera calculada, ou talvez um enfoque defensivo".
Para esse analista, a "ameaça existencial" enfrentada pelo eixo "não significa necessariamente que vá se desintegrar". "Essa rede opera em um nível que vai além do mero âmbito militar; seus vínculos políticos, sociais e religiosos continuam profundamente enraizados" nas comunidades locais.
- Uma "reviravolta" no Golfo? -
As mudanças regionais em curso dependerão do desfecho dessa guerra e, sobretudo, de saber se a república islâmica resistirá ou acabará ruindo, algo impossível de prever por enquanto.
Nos países do Golfo, porém, as consequências já são visíveis.
Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e Omã foram atingidos por drones ou mísseis iranianos que deixaram vítimas e despertaram medo entre a população, embora nenhum deles tenha atacado o Irã.
Se o conflito se prolongar, poderá "constituir uma verdadeira reviravolta para o Golfo (...), redefinindo a forma como os Estados pensam a segurança, as alianças e até mesmo seu futuro econômico de longo prazo", estima Khalid al Jaber, diretor executivo do Middle East Council on Global Affairs, com sede em Doha.
"No fim, eles perdem nos dois planos: a escalada com o Irã mostra que a aproximação diplomática não foi suficiente e que todo o investimento em segurança [que fizeram] com os Estados Unidos não os protegeu", acrescenta Camille Lons, especialista nos países do Golfo do centro de pesquisa ECFR.
Quanto aos países que haviam normalizado suas relações com Israel, como os Emirados Árabes Unidos, eles se viram na linha de frente das represálias iranianas.
Além disso, "ainda há grandes interrogações, inclusive sobre sua capacidade de influência na política de Washington: há meses tentam evitar uma escalada regional e Trump não os escuta", afirma Lons.
Para Camille Lons, "pouquíssimos são capazes" de e defenderem sozinhos, apesar dos investimentos em equipamentos militares americanos. Além disso, "não há uma abordagem comum em termos de segurança" e, entre desconfianças e rivalidades, "restam poucas opções", conclui a especialista.
A.S.Diogo--PC