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Trump pede que outros países enviem forças navais ao Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou, neste sábado (14), outros países a enviarem navios para dar segurança ao Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o abastecimento de petróleo, afetado pela guerra no Oriente Médio.
O presidente americano, que tinha anunciado que os Estados Unidos começariam a escoltar petroleiros através do estreito, publicou em sua plataforma, Truth Social: "Muitos países, especialmente aqueles que são afetados pela tentativa do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, enviarão navios de guerra, junto com os Estados Unidos, para manter o estreito aberto e seguro".
Neste sentido, acrescentou que espera que "China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros que são afetados por esta restrição artificial, enviem navios para a região".
Os ataques iranianos em resposta à ofensiva lançada por Israel e pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro praticamente paralisaram o tráfego marítimo no estreito, por onde normalmente passa um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
Em seu ponto mais estreito, tem 54 km de largura.
Diante do aumento dos preços do petróleo, Trump foi perguntado na sexta-feira quando a Marinha americana começaria a escoltar petroleiros através do Estreito de Ormuz.
"Vai ocorrer em breve, muito em breve", respondeu.
Em sua publicação neste sábado, Trump afirmou que a capacidade militar do Irã foi destruída, embora tenha admitido que a República Islâmica ainda era capaz de atacar o Estreito.
"Já destruímos 100% da capacidade militar do Irã, mas é mais fácil para eles enviar um ou dois drones, colocar uma mina ou lançar um míssil de curto alcance em algum lugar ao longo desta via navegável, ou dentro dela, por mais derrotados que estejam", escreveu.
Ao mesmo tempo em que instou os países a enviarem navios para o Estreito, Trump advertiu que "os Estados Unidos vão bombardear sem piedade a costa e afundar continuamente barcos e navios iranianos. De uma forma ou de outra, em breve conseguiremos que o Estreito de Ormuz esteja SEGURO e LIVRE!"
A.Seabra--PC