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Sobe para 69 o número de mortos em acidente de avião militar na Colômbia
Pelo menos 69 militares e policiais morreram em um dos acidentes aéreos mais graves da história recente da Colômbia, segundo um novo balanço divulgado nesta terça-feira (24) do sinistro atribuído pelo governo a uma aeronave "sucateada" vinda dos Estados Unidos.
O avião C-130 Hércules, fabricado em 1983, caiu na segunda-feira a um quilômetro da pista de decolagem, no município amazônico de Puerto Leguízamo, perto da fronteira com o Peru.
A aeronave transportava 126 ocupantes e munições, de acordo com o balanço oficial revisado para baixo quanto ao número de pessoas a bordo.
O acidente, ainda sob investigação, deixou 57 militares feridos, além de moradores que se aproximaram para tentar resgatar os sobreviventes e acabaram atingidos por munições militares que explodiram em meio às chamas.
O presidente de esquerda Gustavo Petro responsabiliza o seu antecessor Iván Duque (2018-2022) por ter recebido um avião "sucateado" dos Estados Unidos.
"Presentes caríssimos. A manutenção custa mais do que um avião novo, e quanto valem as vidas perdidas? [...] Por que comprou um avião de 43 anos?", questionou na rede social X, e afirmou ter solicitado há um ano a substituição dos Hércules.
Duque chamou Petro de "mesquinho e pouco inteligente" e o instou a fazer "uma investigação que inclua o peso" transportado na decolagem e o estado da pista do pequeno aeroporto.
O Ministério da Defesa descartou um ataque das guerrilhas que operam no território tomado por cultivos de coca.
Jhon Molina, governador do departamento de Putumayo, onde ocorreu o acidente, denunciou à Blu Radio que o aeroporto "tem várias dificuldades" e "precisa de mais investimentos".
Só é possível chegar ao local do acidente de avião ou barco, em um trajeto de cerca de cinco horas a partir da capital, Puerto Asís.
O apoio dos moradores no resgate foi fundamental para que o número de mortos não fosse ainda maior, disse Molina.
Imagens de correntes humanas jogando água e de moradores levando feridos em motocicletas viralizaram nas redes sociais.
Os corpos dos mortos serão levados para análises periciais em Bogotá, anunciou o Instituto Nacional de Medicina Legal.
O.Gaspar--PC