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Republicanos rejeitam na Câmara plano do Senado para encerrar caos em aeroportos dos EUA
Apesar da aprovação no Senado, os republicanos da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos anunciaram que vão bloquear o plano bipartidário que busca pôr fim à paralisação orçamentária parcial que provoca caos há várias semanas nos aeroportos.
Em uma votação simbólica na noite de quinta para sexta-feira (27), senadores de ambos os partidos aprovaram o financiamento da maior parte do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), com exceção do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) e da Patrulha de Fronteira (CBP).
A aposta era pôr fim à paralisação e, com isso, retomar o pagamento dos salários dos agentes que controlam a segurança nos aeroportos, cujas faltas e pedidos de demissão diante da situação têm levado a enormes filas nos aeroportos.
Apesar do acordo, muitos congressistas republicanos já haviam advertido nesta sexta que o texto aprovado no Senado não era conveniente para eles.
O porta-voz da Câmara, Mike Johnson, qualificou o projeto bipartidário como "uma piada" e anunciou que os republicanos apresentarão um novo texto para financiar a Administração de Segurança no Transporte (TSA), assim como a CBP. Mas esse projeto não contaria com o respaldo democrata.
Diante da expectativa de que a paralisação parcial se prolongue, a Casa Branca disse que o presidente Donald Trump assinou nesta sexta um memorando com o qual ordenou a seu governo que resolva "a situação de emergência sem precedentes" e encontre recursos para pagar os salários da TSA.
"Falei com o presidente há alguns instantes. Ele entende exatamente o que estamos fazendo e por quê, e apoia isso", disse Johnson a jornalistas.
Os líderes republicanos da Câmara indicaram que vão propor um financiamento de 60 dias para todo o DHS, embora pareça pouco provável que os democratas aceitem essa iniciativa.
Os republicanos contam com maioria nas duas câmaras do Congresso, mas, devido ao regulamento do Senado, é necessário um determinado número de votos democratas para aprovar os textos orçamentários.
À margem da CBP e do ICE, a proposta aprovada pelo Senado prevê, em particular, o financiamento da TSA, que inspeciona passageiros, bagagens e cargas e está subordinada ao DHS, assim como de outras agências federais.
Desde 14 de fevereiro, o financiamento do DHS está congelado devido ao profundo desacordo entre democratas e republicanos no Congresso sobre a atuação do ICE, muito questionado por suas táticas agressivas contra imigrantes em situação irregular e pela morte de dois cidadãos americanos durante operações em janeiro.
Isso impede o pagamento dos salários dos agentes da TSA. Assim, as faltas e os pedidos de demissão dispararam, reduzindo o efetivo disponível.
Em um país onde viajar de avião é algo muito comum, imagens de filas de espera de várias horas para passar pelos controles de segurança vêm dominando há dias a imprensa americana.
X.Brito--PC