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EUA espera novas reuniões com Irã
Os Estados Unidos informaram nesta sexta-feira (27) que esperam conversar com o Irã nos próximos dias para encerrar a guerra, um mês após o início do conflito, que se estendeu por todo o Oriente Médio.
"Acreditamos que haverá reuniões esta semana", disse Steve Witkoff, enviado especial do presidente americano, durante um fórum empresarial em Miami. Pouco antes, o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, havia mencionado um possível fim próximo das operações de Washington.
"Quando tivermos acabado com eles, nas próximas duas semanas, eles estarão mais enfraquecidos do que jamais estiveram na história recente", disse Rubio, em Paris. Ele também considerou que seu país poderia continuar alcançando seus objetivos sem o envio de tropas terrestres.
Segundo o Wall Street Journal e o portal de notícias Axios, no entanto, Washington estaria considerando enviar 10 mil soldados adicionais à região. "Ponham o pé em solo iraniano e US$ 150 será o preço mínimo do petróleo", prometeu na rede social X o vice-presidente do Irã, Esmail Esfahani. O barril de tipo Brent fechou hoje acima dos US$ 112.
- Explosões em Teerã -
Os rebeldes huthis do Iêmen, aliados de Teerã, afirmaram hoje que vão se somar à guerra se os ataques contra o Irã continuarem, se outros países se unirem à ofensiva ou se houver ações a partir do Mar Vermelho.
Após uma reunião na França, os chanceleres do G7 pediram em comunicado conjunto o "fim imediato dos ataques contra as populações e a infraestrutura civil". Também reafirmaram "a necessidade absoluta" de restabelecer a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou hoje sua decepção com os aliados da Otan por não enviarem apoio militar para garantir a segurança do Estreito durante a guerra.
Cada lado do conflito, no entanto, dá sinais de que pretende continuar com os combates. Israel atacou duas instalações nucleares iranianas, o que levou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a pedir "moderação militar para evitar qualquer risco de acidente".
Uma dezena de explosões sacudiu Teerã na madrugada deste sábado (28, data local). Jornalistas da AFP observaram uma coluna de fumaça preta. Mais tarde, o Exército de Israel informou que lançou ataques contra "alvos do regime terrorista iraniano".
"Não tenho absolutamente nenhuma renda", diz Golnar, que vivia de sua loja virtual. Já Kaveh, um artista de 38 anos, afirma que grupos vinculados às forças de segurança "assumiram o controle das ruas". Se houver um acordo para pôr fim à guerra com esse regime, "estaremos condenados. No mínimo, teremos que deixar o Irã por dois ou três anos, porque eles se voltarão contra nós", alertou.
- Risco de 'catástrofe humanitária' -
O Líbano foi arrastado para a guerra em 2 de março, após represálias do grupo pró-Irã Hezbollah contra Israel pelo assassinato do líder supremo iraniano Ali Khamenei.
A situação no Líbano é "extremamente preocupante", com um risco "real" de "catástrofe humanitária", alertou a agência da ONU para os refugiados (Acnur). Segundo autoridades libanesas, os ataques já deixaram mais de 1.100 mortos e um milhão de deslocados.
Explosões foram ouvidas no sul de Beirute na madrugada e na tarde desta sexta-feira, sem qualquer aviso prévio por parte de Israel. Antes densamente povoada, essa área foi esvaziada desde o começo das hostilidades.
Enquanto Israel se mostra determinado a intensificar sua campanha militar contra o Hezbollah, o grupo pró-Irã reivindicou a autoria de uma série de ataques contra tropas israelenses que fazem uma incursão terrestre no sul do Líbano.
burx-rle/eml/ad/arm/lb/rpr
C.Amaral--PC