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Principais reações ao cessar-fogo entre EUA e Irã
Os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas, uma hora antes de expirar o ultimato do presidente Donald Trump para "destruir" a República Islâmica. Estas são as principais reações após o anúncio:
- Nações Unidas -
O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou a trégua, mas instou todas as partes a trabalharem por uma "paz duradoura" no Oriente Médio, região mergulhada no conflito que começou em 28 de fevereiro com os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.
- Papa -
O papa Leão XIV celebrou o anúncio do cessar-fogo como um "sinal de esperança viva" após "estas últimas horas de grande tensão para o Oriente Médio e para o mundo inteiro".
- Paquistão -
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, cujo país atuou como mediador, confirmou que o Irã concordou com os Estados Unidos e seus aliados com um cessar-fogo "imediato" e "abrangente", inclusive no Líbano.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, no entanto, afirmou pouco depois que o acordo "não inclui o Líbano".
- Arábia Saudita -
O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita elogiou o cessar-fogo no X e disse esperar que represente uma "oportunidade para alcançar uma desescalada abrangente e duradoura".
- Catar -
O Catar descreveu o anúncio da trégua como "um primeiro passo rumo à desescalada" e pediu ao Irã que "cesse imediatamente todas as ações hostis".
- Emirados
Um alto funcionário dos Emirados Árabes Unidos, o conselheiro presidencial Anwar Gargash, afirmou que seu país "saiu vitorioso de uma guerra que sinceramente tentamos evitar".
- Egito -
Em um telefonema com o enviado dos EUA, Steve Witkoff, o ministro das Relações Exteriores egípcio, Badr Abdelatit, agradeceu aos americanos por "darem uma chance à diplomacia e iniciarem um processo sério de negociação entre o Irã e os EUA".
- Turquia -
O Ministério das Relações Exteriores da Turquia enfatizou que "o cessar-fogo temporário deve ser totalmente implementado no terreno" e espera que "todas as partes respeitem o acordo alcançado".
- Iraque -
O Iraque, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, disse que "acolhe" a decisão, mas pediu um "diálogo sério e sustentável" entre os Estados Unidos e o Irã.
As facções armadas pró-Irã, aliadas na chamada "Resistência Islâmica do Iraque", anunciaram que suspenderão seus ataques a "bases inimigas" no país e na região por duas semanas.
- China -
"A China dá boas-vindas ao anúncio feito pelas partes sobre a conclusão de um acordo de cessar-fogo", declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, em coletiva de imprensa.
A porta-voz acrescentou que Pequim continuará trabalhando para restaurar a paz no Oriente Médio.
- UE -
A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, escreveu no X que a trégua "cria uma oportunidade muito necessária para reduzir as ameaças, interromper os ataques com mísseis, retomar o transporte marítimo de mercadorias e abrir espaço para a diplomacia com vistas a um acordo duradouro".
O Estreito de Ormuz, amplamente bloqueado pelo Irã em retaliação aos ataques israelenses e americanos, deve ser "reaberto ao trânsito" de mercadorias, enfatizou a diplomata.
- Alemanha e França -
O chanceler alemão, Friedrich Merz, destacou que o objetivo agora deve ser "negociar um fim duradouro para a guerra nos próximos dias" e especificou que seu país ajudará a "garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz".
O presidente francês, Emmanuel Macron, considerou o anúncio uma "ótima notícia" e disse esperar que "o cessar-fogo inclua totalmente o Líbano".
- Espanha -
O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, chamou a atenção para o Líbano e considerou "inaceitável" que Israel continue lutando no país.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, descreveu a trégua com o Irã como uma "boa notícia".
- Rússia -
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, saudou o cessar-fogo entre Washington e Teerã — aliado de longa data de Moscou.
"É claro que saudamos a notícia do cessar-fogo e aplaudimos a decisão de não prosseguir com a escalada armada, especialmente de não atacar alvos civis, incluindo instalações econômicas iranianas", declarou Peskov em sua coletiva de imprensa diária.
- Japão -
O Japão afirmou que "medidas concretas" são necessárias para reduzir as tensões, incluindo garantir a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz. A quarta maior economia do mundo é a quinta maior importadora de petróleo, e aproximadamente 70% de seu petróleo bruto passava por essa hidrovia antes da guerra.
"Esperamos que um acordo final possa ser alcançado por meio da diplomacia o mais breve possível", disse o porta-voz do governo japonês, Minoru Kihara.
- Coreia do Sul -
A Coreia do Sul saudou o cessar-fogo e expressou sua esperança de que permita a passagem segura de todos os navios pelo Estreito de Ormuz.
"O governo sul-coreano espera que as negociações entre as duas partes sejam concluídas com sucesso e que a paz e a estabilidade sejam restauradas no Oriente Médio o mais breve possível", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.
- Austrália -
"A Austrália espera que o cessar-fogo seja respeitado e o conflito resolvido", pois quanto mais tempo a guerra se prolongar, "mais significativo será o impacto na economia global e maior o custo humano", declarou o gabinete do primeiro-ministro Anthony Albanese em comunicado.
V.Fontes--PC