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Berd destinará € 5 bilhões para economias afetadas pela guerra no Oriente Médio
O Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Berd) anunciou, nesta quinta-feira (9), sua intenção de investir 5 bilhões de euros (29,7 bilhões de reais) em 2026 em economias devastadas pela guerra no Oriente Médio, como Iraque, Jordânia, Líbano, Cisjordânia e Gaza.
"O impacto econômico e social do conflito já está sendo sentido" em diversas economias, afirmou a instituição em comunicado.
O Berd citou, entre esses impactos, "interrupções nas rotas comerciais, choques nos setores de energia e commodities, enfraquecimento da confiança dos investidores e aumento do custo de vida para a população".
Fundado em 1991 para auxiliar os países do antigo bloco soviético na transição para economias de mercado, o Berd expandiu seu escopo para incluir países do Oriente Médio, assim como da Ásia Central e da África.
Além das economias diretamente afetadas, a instituição também fornecerá apoio a "um primeiro grupo de países vizinhos impactados" pela guerra, como Egito, Turquia, Armênia e Azerbaijão.
O Berd também declarou estar pronto para auxiliar "todas as outras economias em seus países de atuação afetadas por questões mais amplas de segurança econômica, assim como por efeitos macroeconômicos emergentes".
A guerra no Oriente Médio, desencadeada em 28 de fevereiro por bombardeios israelenses e americanos contra o Irã, tomou um novo rumo na quarta-feira com o anúncio de um cessar-fogo entre Washington e Teerã.
Mas os contínuos ataques israelenses no Líbano alimentam dúvidas sobre a estabilidade da trégua.
"A magnitude das repercussões dependerá de como a situação evoluirá nas próximas semanas e meses", segundo o Berd, que já havia alertado no final de março que a persistência dos preços do petróleo em torno de 100 dólares o barril, devido à guerra no Oriente Médio, sufocaria o crescimento econômico global ao alimentar a inflação.
O apoio anunciado nesta quinta-feira pelo Berd deve, em primeiro lugar, "proporcionar alívio imediato por meio do apoio à atividade econômica, estabilizando o setor financeiro e garantindo a continuidade dos serviços essenciais", antes de "lançar as bases para o crescimento e uma recuperação sustentável nas economias afetadas".
A instituição afirma que trabalhará "em estreita coordenação com governos, doadores, instituições financeiras internacionais e agências de financiamento do desenvolvimento".
O conflito no Oriente Médio pode mergulhar cerca de 45 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, alertou nesta quinta-feira a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.
T.Vitorino--PC