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Irã afirma que controla o Estreito de Ormuz e contradiz Trump
O Exército iraniano classificou como "falsas", nesta quinta-feira (13), as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Washington controla o Estreito de Ormuz, e assegura que esta importante rota marítima está totalmente nas mãos do Irã.
"As afirmações falsas dos Estados Unidos de que as embarcações estão atravessando o Estreito de Ormuz normalmente (...) não passam de mentiras", declarou Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do comando militar central do Irã, Khatam al-Anbiya.
"O Estreito de Ormuz está, como no passado, sob a gestão e o controle completos da República Islâmica do Irã, e nenhum navio comercial ou petroleiro sem a permissão e a supervisão das poderosas forças armadas iranianas teve nem terá a possibilidade de uma passagem segura por este estreito", afirmou em um vídeo divulgado pela televisão estatal.
O Irã tem mantido o controle de Ormuz, uma via marítima fundamental para o fornecimento de hidrocarbonetos, desde o início da guerra no Oriente Médio em 28 de fevereiro, exigindo que os navios obtenham permissão e paguem taxas de trânsito para utilizá-la.
Trump afirmou na véspera que as forças americanas mantêm o controle da via.
"Os Estados Unidos têm controle total sobre o Estreito de Ormuz. ACHO QUE VAMOS MANTÊ-LO!", escreveu Trump em sua plataforma, Truth Social. "Nosso bloqueio naval está sendo chamado por todos de 'UM MURO DE AÇO', e não há nada que o Irã possa fazer a respeito", acrescentou.
Nesta quinta-feira, o comandante da força paramilitar Basij - dependente da Guarda Revolucionária -, Hossein Taeb, afirmou que Ormuz está sob controle do Irã.
"Hoje, o Estreito de Ormuz está sob gestão e controle da República Islâmica, e nosso país segue em seu caminho com total segurança", afirmou em declarações exibidas pela televisão estatal.
O Irã impôs um bloqueio de fato sobre o estreito após a guerra, iniciada em 28 de fevereiro com os bombardeios americanos e israelenses contra o país.
Esta medida abalou a economia mundial e provocou fortes oscilações nos preços do petróleo.
G.Teles--PC