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Governo talibã defende proibição dos protestos e cita lei islâmica
O governo talibã defendeu, nesta quarta-feira (2), a proibição dos protestos, que é muito criticada por organizações de direitos humanos, alegando que a medida está de acordo com a lei islâmica.
As manifestações no Afeganistão são raras desde que os talibãs voltaram ao poder há pouco mais de cinco anos, mas no mês passado o governo introduziu uma norma que estabelece que "todo tipo de protesto está proibido".
Organizações internacionais condenaram a lei como "impiedosa" e uma medida para reprimir qualquer dissidência no país.
O porta-voz do governo talibã, Zabihullah Mujahid, declarou à AFP durante uma entrevista coletiva que a norma "cumpre plenamente a lei islâmica" e acrescentou que "protestos não existem na lei islâmica".
"Os protestos pertencem a sociedades onde há diferentes leis estabelecidas, por exemplo, uma democracia ou uma república", disse Mujahid.
No fim de agosto, a Human Rights Watch condenou a proibição, que chamou de "mais um passo no esforço implacável dos talibãs para reprimir qualquer dissidência".
As manifestações são raras, mas pelo menos duas pessoas morreram em junho, quando as forças de segurança abriram fogo contra um protesto pelos direitos das mulheres na cidade de Herat (oeste), segundo um grupo de especialistas da ONU.
A.Magalhes--PC