-
Destróieres americanos entram no Golfo para escoltar navios
-
Hantavírus, um mal potencialmente fatal que se espalha por meio de roedores
-
Irã dispara mísseis 'de advertência' perto de destróieres dos EUA em Ormuz
-
Reunidos na Armênia, Europa e Canadá unem forças contra Trump
-
Guiana afirma na CIJ que disputa com a Venezuela por Essequibo tem 'importância existencial'
-
Trump anuncia operação para liberar o Estreito de Ormuz e Irã ameaça atacar forças americanas
-
Ex-prefeito de Nova York Giuliani está hospitalizado em condição 'crítica', diz porta-voz
-
Trump diz que EUA e Irã mantêm conversas 'positivas' e apresenta plano para conduzir navios em Ormuz
-
Leclerc perde duas posições na classificação final do GP de Miami após sanção
-
Com gol de Endrick, Lyon vence Rennes (4-2) e se consolida em 3º na Ligue 1
-
Trump diz que EUA conduzirá navios para fora do Estreito de Ormuz a partir de segunda-feira
-
Ampla operação é lançada para buscar dois soldados americanos desaparecidos no Marrocos
-
Com dois gols de Vini, Real Madrid vence Espanyol (2-0) e adia título do Barça
-
Inter de Milão conquista o campeonato italiano pela 21ª vez na história
-
Antonelli dedica sua vitória no GP de Miami ao falecido Alex Zanardi
-
Tottenham vence na visita ao Aston Villa (2-1) e sai da zona de rebaixamento
-
Três mortos em possível surto de hantavírus em cruzeiro entre Argentina e Cabo Verde
-
Alex Ferguson foi hospitalizado antes da partida do Manchester United
-
Filha de Maradona diz que 'havia um plano' para controlar seu pai, que 'fugiu das mãos'
-
Kimi Antonelli (Mercedes) vence GP de Miami de F1, seu 3º triunfo seguido; Bortoleto é 12º
-
Gladbach vence Dortmund (1-0); St. Pauli fica mais perto do rebaixamento
-
Manchester United vence Liverpool (3-2) e volta à Liga dos Campeões após dois anos
-
Encontradas novas provas contra atirador em jantar com presença de Trump
-
Marco Rubio se reunirá com o papa Leão XIV após críticas de Trump
-
Duas mulheres morrem asfixiadas em barco de migrantes a caminho do Reino Unido
-
Síndrome respiratória aguda mata 2 em cruzeiro entre Argentina e Cabo Verde
-
Barça vence Bayern e chega à sua 6ª final consecutiva da Liga dos Campeões feminina
-
Sinner atropela Zverev e conquista seu primeiro Masters 1000 de Madri
-
Hadjar é penalizado e larga em último no GP de Miami; Bortoleto ganha posição e sai em 21º
-
Achávamos que 'ia morrer' em 3 de janeiro, diz filho de Maduro sobre o pai à imprensa
-
Choque de ordem ameaça as icônicas barracas de comida de rua de Bangcoc
-
Adnoc, petroleira estatal dos Emirados, promete investir US$ 55 bi em 2 anos
-
Marco Rubio visitará o Vaticano após confronto entre papa e Trump
-
Ataques cruzados deixam três mortos na Ucrânia e dois na Rússia
-
Sem Emirados, Opep+ aumenta suas cotas de produção
-
Sob a lua cheia, a 'loba' Shakira encanta uma multidão em Copacabana
-
Irã desafia EUA a escolher entre um 'acordo ruim' e uma operação militar impossível
-
Opep+ aumenta suas cotas de produção e não comenta saída dos Emirados
-
Corte israelense prorroga detenção de Thiago Ávila e ativista espanhol-palestino
-
F1 antecipa horário do GP de Miami devido à previsão de tempestade
-
Lyon elimina Arsenal e vai à final da Champions League feminina
-
Porto conquista o campeonato português pela 31ª vez
-
Antonelli (Mercedes) conquista pole do GP de Miami de F1; Bortoleto larga em último
-
Barça vence e fica mais perto do título; Villarreal goleia Levante e garante vaga na Champions
-
Schalke 04 volta à Bundesliga após três temporadas na 2ª divisão alemã
-
Alex Zanardi: as múltiplas vidas de um esportista idolatrado na Itália
-
Rio entra em 'modo Shakira' antes de megashow da colombiana em Copacabana
-
Napoli empata com Como (0-0) e Inter fica a um ponto de conquistar Scudetto
-
Time curdo Amedspor garante seu acesso à primeira divisão turca
-
Arsenal vence Fulham (3-0) e abre seis pontos de vantagem sobre o City
Vacinação retrocede no Brasil, outrora exemplo mundial
O Brasil emergiu do terror da pandemia de covid-19 graças a uma bem-sucedida campanha de vacinação em massa. Mas dois anos depois se depara com um paradoxo: as taxas de imunização - e não apenas para a covid - despencaram, expondo milhões de pessoas a doenças que já haviam sido erradicadas.
Médicos, governantes e até o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), alertaram para o colapso das taxas de imunização no Brasil, onde a cobertura vacinal geral caiu de 95% em 2015 para 68% no ano passado, segundo dados oficiais.
Para a poliomielite, por exemplo, o número caiu de 85% para 68%, alertando para um possível ressurgimento da doença no país, que a erradicou em 1989. Os números são semelhantes para outras vacinas.
O sarampo, eliminado oficialmente do país em 2016, voltou dois anos depois. Também há temores de que a difteria esteja ressurgindo.
Especialistas dizem que a relutância em se vacinar é um problema crescente em todo o mundo, mas a situação é particularmente preocupante no Brasil, um país que até recentemente era aclamado como líder em vacinação.
Um movimento antivacina, que começou a se espalhar em 2016, ganhou uma nova dimensão ao contar com um aliado de peso: o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), que afirma não ter sido vacinado contra a covid-19 e até brincou que a vacina poderia transformar as pessoas em "jacarés".
"É muito triste observar um país que sempre teve excelência nos programas de vacinação e sempre foi um exemplo para o mundo de repente sofre um movimento antivacina", disse à AFP Natalia Pasternak, diretora do Instituto Questão de Ciência (IQC), um grupo de especialistas em políticas públicas.
A especialista lamentou "ver como 50 anos de trabalho podem ser tão facilmente destruídos em três".
- História de sucesso destruída -
A pandemia demonstrou a importância do sistema de saúde pública universal brasileiro, que, embora enfrente dificuldades, recebe muitos elogios.
Em 2020, foram registradas algumas das imagens mais duras da crise sanitária: valas comuns e corpos amontoados em caminhões refrigerados em lugares como Manaus, onde hospitais ficaram sem oxigênio.
No ano seguinte, surgiram imagens de esperança, como profissionais de saúde transformando o sambódromo do Rio de Janeiro em centro de imunização, ou embarcando na floresta amazônica para entregar vacinas aos povos indígenas.
Especialistas acreditam que a campanha ajudou a evitar uma tragédia muito maior no Brasil, onde mais de 700 mil pessoas já morreram de covid-19, número atrás apenas dos Estados Unidos.
Apesar de um certo atraso no início da campanha, amplamente atribuído a Bolsonaro, no início de 2022 o Brasil havia vacinado 93% dos adultos contra a covid-19.
Depois, as taxas caíram, não apenas para essas vacinas, mas para todo o resto.
- "Infodemia" -
Segundo especialistas, vários fatores causam esse declínio: dificuldade em ficar em dia com as vacinas atrasadas durante a pandemia, falta de acesso a atendimento médico e menor conscientização sobre os perigos de doenças que afetavam a população no passado.
Mas há um novo elemento que agrava o cenário: uma mistura tóxica de política, polarização e desinformação que estourou durante a pandemia e se espalhou pelo mundo.
No Brasil, apesar de Bolsonaro ter perdido a eleição de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva, o movimento antivacina não deixou de prosperar.
"As famílias estão sendo atacadas por desinformação e mentiras. Não é uma pessoa que postou uma besteira, uma fake news, é tudo muito estruturado", disse Isabella Ballalai, da Associação Brasileira de Imunizações.
"As consequências dessa 'infodemia' serão piores do que a própria pandemia de covid-19", alertou.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que o governo está avaliando como punir os médicos que disseminam desinformação contra as vacinas.
"Fake news criminosas geram um ambiente de dúvida e contribuem para essa falta de adesão à vacinação", disse à AFP.
- Influências locais -
Em pesquisa recente, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o IQC constataram que, segundo os médicos, o medo dos efeitos colaterais e a desconfiança das vacinas são os principais motivos pelos quais os pais não vacinam os filhos.
Pasternak, cuja organização trabalha para produzir informações confiáveis para combater a enxurrada de desinformação, propõe convencer a população ao trabalhar com "líderes locais".
"As pessoas ouvem aqueles em quem confiam: pastores, líderes da comunidade", disse.
Mas inverter a tendência não será fácil, admitiu. "Temos muito trabalho a fazer".
L.Torres--PC