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'Diddy' Combs receberá sua sentença nesta sexta após um julgamento impactante
O magnata do hip-hop Sean 'Diddy' Combs, absolvido das acusações mais graves que lhe foram atribuídas após um midiático julgamento por agressão sexual, conhecerá nesta sexta-feira (3) sua pena por duas acusações de tráfico de pessoas para fins de prostituição.
A audiência da sentença começou no tribunal de Nova York, onde o artista está sendo julgado, em sua presença e diante de uma grande multidão. Sua família também está presente.
A procuradora Christy Slavik, que pede uma pena mínima de prisão de 11 anos, reiterou nesta sexta-feira que uma sentença severa se justificava dado o número de vítimas, a gravidade de seu sofrimento e o fato de que os crimes ocorreram durante 15 anos.
Nicole Westmoreland, advogada do astro, pediu ao juiz uma sentença de 14 meses. Esta pena permitiria que Sean Combs, seu nome de registro, fosse libertado antes do final do ano, considerando o tempo que passou em prisão preventiva no Brooklyn.
Em meio a soluços, Westmoreland qualificou Combs como uma "inspiração" para a comunidade negra e um defensor da justiça social.
"É apenas um ser humano. Cometeu erros", mas "está arrependido" e "não beneficia a ninguém trancá-lo em uma prisão", assinalou.
Os seis filhos adultos de Combs realizaram uma emotiva súplica a favor de seu pai, e o mais velho, Quincy Brown, o qualificou de "um homem mudado". "Por favor, por favor, deem à nossa família a oportunidade de nos curar juntos", pediu uma de suas filhas, D'Lila Combs.
O juiz Arun Subramanian, por sua vez, afirmou que as diretrizes federais sugeriam uma pena de prisão de entre seis e sete anos, embora tenha margem para impor uma pena maior ou menor.
Também destacou uma aparente falta de remorso do acusado, afirmando que Combs "impugnou categoricamente sua culpabilidade objetiva".
- "Perdido entre as drogas e os excessos" -
Em uma carta enviada ao juiz na quinta-feira, o ex-rapper e empresário de 55 anos pediu perdão e “misericórdia” e disse estar “arrasado” pelo que fez após “se perder nas drogas e nos excessos”.
Em julho, após dois meses de deliberações, o júri rejeitou as acusações mais graves de tráfico sexual e conspiração contra Sean Combs, o que evitou uma pena de prisão perpétua.
No entanto, ele foi considerado culpado de duas acusações de tráfico de pessoas para fins de prostituição, pelas quais ainda poderia receber até 20 anos de prisão.
A cantora Cassie, uma das vítimas de Diddy, que foi sua namorada entre 2007 e 2018, instou o juiz a considerar “as muitas vidas que Sean Combs afetou”.
“Ainda tenho pesadelos, flashbacks diários e continuo precisando de tratamento psicológico”, escreveu ela em uma carta, afirmando que ela e sua família abandonaram Nova York com medo de represálias caso o astro fosse libertado.
Diddy, que durante o julgamento aparentava estar mais velho, com cabelo e barba grisalhos, foi acusado de obrigar mulheres - incluindo Cassie e uma parceira mais recente que testemunhou sob o pseudônimo de “Jane” - a participar de maratonas sexuais com garotos de programa enquanto ele se masturbava ou filmava.
Também foi acusado de criar uma rede criminosa para organizar essas atividades, conhecidas como “freak-offs” ou “noites no hotel”.
P.L.Madureira--PC