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Hollywood tem medo do Festival de Cannes?
As sagas Star Wars, Indiana Jones e Top Gun tiveram seu grande momento no Festival de Cannes nesta última década. Em 2026, porém, essas produções colossais de Hollywood brilham pela ausência, o que leva a crer que os grandes estúdios evitam o festival.
O maior festival de cinema do mundo, que começa nesta terça-feira (12), sempre contou com as estreias de Hollywood, filmes de entretenimento com muitas estrelas, como Tom Cruise ou Harrison Ford, para contrabalançar as produções mais autorais que dominam a mostra.
Quando o delegado-geral do festival, Thierry Frémaux, assumiu o cargo há 25 anos, ele fez dessas grandes produções americanas uma prioridade para ampliar a projeção internacional do evento.
No entanto, ao anunciar em abril passado os filmes da seleção, ele precisou dar explicações sobre sua ausência flagrante.
"À margem do cinema dos estúdios, continua existindo um cinema independente, um cinema fora de Los Angeles", afirmou.
Dois filmes independentes americanos competem pela Palma de Ouro: "Paper Tiger", de James Gray, com Adam Driver e Scarlett Johansson, e "The Man I Love", de Ira Sachs, com Rami Malek.
No entanto, gigantes de Hollywood como Universal, Disney, Warner, Sony ou Paramount não apresentam nenhum filme novo na Croisette.
Uma situação parecida ocorreu na Berlinale, em fevereiro, onde a diretora Tricia Tuttle teve que lidar com uma programação sem nenhuma grande produção de Hollywood.
- "Nervosismo" -
Tuttle comentou então que se tratava mais do medo dos grandes estúdios de assumir riscos, e falou também das pressões comerciais.
"Há nervosismo em um mercado muito difícil: um nervosismo ligado à publicação de críticas muito antes da estreia e ao controle que se busca exercer sobre o lançamento de filmes dessa envergadura", afirmou em janeiro ao Hollywood Reporter.
A responsável lembrou a recepção crítica desastrosa que "Coringa: Delírio a Dois" teve na Mostra de Veneza em 2024, antes de seu fracasso de bilheteria.
"Desde então, constatamos muito mais relutância", acrescentou.
Em outra época, quando Hollywood produzia mais filmes, um fracasso comercial podia ser absorvido com mais facilidade. Hoje, um tropeço assim pode levar a dificuldades graves para as empresas.
Para alguns analistas, os estúdios de Hollywood produzem menos filmes compatíveis com Cannes.
"Eles levam os artistas para lá, tentam construir uma narrativa midiática dois, três, às vezes quatro meses antes da estreia e depois expõem o filme às críticas mais exigentes do mundo", explica à AFP J. Sperling Reich, crítico de cinema baseado em Los Angeles.
"Se o filme não funciona em Cannes, é muito difícil se recuperar", afirma.
Grandes estreias recentes, como a cinebiografia sobre Michael Jackson, "Michael", e "O Diabo Veste Prada 2", organizaram seus próprios eventos promocionais, muito controlados e impulsionados por "influencers" e redes sociais.
- "Vitrine formidável" -
Outros especialistas, porém, duvidam que 2026 marque uma ruptura entre Hollywood e os festivais europeus, já que eles oferecem aos estúdios uma base muito boa de projeção internacional.
O Festival de Cannes "é uma vitrine formidável, porque é um dos eventos mais vistos, mas eles têm um ritmo de promoção muito eficaz. Se as datas de Cannes coincidem com seu lançamento, ocorre uma convergência dos dois", explica Éric Marti, diretor da Comscore França, especialista em bilheteria.
Hollywood, além disso, não está "totalmente ausente" de Cannes este ano, observa.
O festival prevê uma sessão especial de "Velozes e Furiosos" para celebrar os 25 anos da saga, propriedade da Universal, com a presença das estrelas originais Vin Diesel, Michelle Rodriguez e Jordana Brewster.
M.A.Vaz--PC