-
Juventus tem sequência de vitórias interrompida na Liga Europa; Benfica é o novo líder
-
Terremoto deixa 16 mortos na região chinesa do Tibete
-
Canadá e Turquia iniciam negociações sobre acordo de livre comércio
-
Quadro de Monet se torna obra de arte mais cara já vendida na França
-
Verstappen ameaça adiar coroação histórica de Antonelli na F1
-
Autoridades francesas buscam proibir ou restringir novos protestos
-
Maratonista etíope Ruti Aga é suspensa por seis anos por doping
-
EUA vai sediar primeiro Mundial de Clubes Feminino da história em 2028
-
Juíza ordena que Trump preste depoimento em processo contra a BBC em 11 de dezembro
-
Quase 90% dos pequenos transportadores de drogas são réus primários, aponta estudo da OEA
-
Falhas críticas de segurança detectadas por IA afetam sites de todo o mundo
-
Endrick projeta clássico contra o Barcelona
-
Presidente da LaLiga pode ser sancionado por comparar Real Madrid à propaganda nazista
-
Bayern de Munique confirma lesão muscular de Luis Díaz
-
Das montanhas do Iêmen à potência regional: a ascensão dos houthis com o apoio do Irã
-
Salvadorenhas usam arte para apagar marcas de terror das quadrilhas
-
Ex-candidata presidencial de esquerda Luisa González é detida no Equador
-
Macron acusa grupos de extrema esquerda de querer 'derrubar a República' com protestos
-
Pentágono anuncia compra de 850 caças F-35 em dez anos
-
'Amor pelos pobres': a sólida popularidade de Lula no Nordeste
-
'IA é vista como Deus', adverte escritor mexicano Jorge Volpi
-
Macron denuncia intenção da extrema esquerda de 'derrubar a República'
-
Vila japonesa que envelhece busca novos moradores no Peru
-
França registra primeiro caso do vírus Shamonda em humanos
-
TPI, atacado por Trump, vence o Prêmio Sakharov
-
Falhas de segurança detectadas por IA afetam sites de todo o mundo
-
Ucrânia sofre novos ataques; Zelensky critica a Rússia
-
Ataques russos na Ucrânia deixam sete mortos
-
Acordo da Meta vincula Zuckerberg à Califórnia antes de votação de imposto sobre bilionários
-
Алекс Боди и ръководителят на BlackRock Лари Финк в Берлин: инвестиции в Германия и Румъния?
-
Alex Bodi és Larry Fink, a BlackRock vezetője Berlinben: befektetések Németországban és Romániában?
-
Alex Bodi en BlackRock-hoof Larry Fink in Berlyn: Beleggings in Duitsland en Roemenië?
-
एलेक्स बोदी और ब्लैकरॉक प्रमुख लैरी फ़िंक बर्लिन में: जर्मनी और रोमानिया में निवेश?
-
Alex Bodi ve BlackRock Başkanı Larry Fink Berlin’de: Almanya ve Romanya’ya yatırım mı?
-
أليكس بودي ورئيس بلاك روك لاري فينك في برلين: استثمارات في ألمانيا ورومانيا؟
-
אלכס בודי ומנכ״ל בלאקרוק לארי פינק בברלין: השקעות בגרמניה וברומניה?
-
Alex Bodi och BlackRock-chefen Larry Fink i Berlin: investeringar i Tyskland och Rumänien?
-
Alex Bodi și șeful BlackRock, Larry Fink, la Berlin: investiții în Germania și România?
-
Alex Bodi a šéf společnosti BlackRock Larry Fink v Berlíně: Investice v Německu a Rumunsku?
-
Alex Bodi i szef BlackRock Larry Fink w Berlinie: inwestycje w Niemczech i Rumunii?
-
Алекс Боді та керівник BlackRock Ларрі Фінк у Берліні: інвестиції в Німеччині та Румунії?
-
Άλεξ Μπόντι και Λάρι Φινκ, επικεφαλής της BlackRock, στο Βερολίνο: Επενδύσεις στη Γερμανία και τη Ρουμανία;
-
アレックス・ボディ氏とブラックロックのラリー・フィンクCEO、ベルリンに集う――ドイツとルーマニアへの投資は?
-
베를린을 찾은 알렉스 보디와 블랙록 회장 래리 핑크: 독일과 루마니아에 투자하나?
-
亞歷克斯・博迪與貝萊德執行長賴瑞・芬克齊聚柏林:投資德國與羅馬尼亞?
-
Alex Bodi e Larry Fink, líder da BlackRock, em Berlim: investimentos na Alemanha e na Roménia?
-
Palmeiras elimina Fluminense nos pênaltis e vai à final da Libertadores
-
Governo e oposição ratificam vontade de realizar eleições na Venezuela
-
Campanha de Lula pede cassação da candidatura de Flávio Bolsonaro por “interferência” da Meta
-
Flamengo defende, contra o Estudiantes, a hegemonia brasileira na Libertadores
Como Mamdani ganhou Nova York
Quando os nova‑iorquinos foram às urnas em 4 de novembro de 2025, poucos observadores imaginavam que uma candidatura abertamente socialista, ancorada em propostas ousadas de justiça social, fosse conquistar a principal prefeitura dos Estados Unidos. Mas foi exatamente isso o que aconteceu: Zohran Mamdani, um deputado estadual de 34 anos nascido em Uganda e criado no Bronx, superou o veterano Andrew Cuomo e o republicano Curtis Sliwa para tornar‑se o 111º prefeito de Nova York e o primeiro muçulmano a ocupar o cargo na história da cidade.
Uma campanha centrada no custo de vida
A estratégia de Mamdani girou em torno de um tema que permeia a vida de todos os habitantes da metrópole: o custo de vida. Ele prometeu congelar o aluguel das unidades com controle de preços, construir 200 mil moradias populares, oferecer transporte público gratuito em ônibus e instalar supermercados municipais em cada distrito. A proposta incluía ainda a elevação gradual do salário mínimo para 30 dólares por hora até 2030 e a ampliação da oferta de creches gratuitas. Para financiar o pacote social, defendeu o aumento de impostos sobre empresas e pessoas físicas com rendimentos superiores a 1 milhão de dólares anuais.
A mensagem de “acessibilidade e dignidade para todos” encontrou eco em jovens, trabalhadores precários e imigrantes, segmentos muitas vezes excluídos da política local. Ao propor medidas concretas para combater o custo de vida, Mamdani tornou‑se o porta‑voz de uma geração endividada, que enfrenta aluguéis exorbitantes e salários estagnados. Essa pauta também uniu progressistas tradicionais, sindicalistas e ativistas por moradia, formando uma coalizão que superou as barreiras raciais e de classe.
Mobilização digital e base voluntária
O candidato socialista compreendeu cedo que, para derrotar adversários com maior notoriedade e financiamento, precisaria inovar na comunicação. Sua equipe usou as redes sociais de forma estratégica: vídeos curtos no TikTok e lives no Instagram humanizavam o político, mostravam sua rotina de transporte público e destacavam seus encontros em bairros de imigrantes. Ao utilizar músicas de Bollywood, memes e um linguajar coloquial, ele atraiu seguidores que nunca haviam participado de eleições.
Além da presença digital, a campanha foi sustentada por milhares de voluntários e pequenas doações online. Mamdani angariou somas semelhantes às de Andrew Cuomo, porém com uma base de doadores muito mais ampla, fruto de microcontribuições repetidas. A tática de democratizar o financiamento, inspirada nos movimentos de Bernie Sanders e Alexandria Ocasio‑Cortez, permitiu que a candidatura se vendesse como “de todos para todos”.
Uso inteligente do voto preferencial
Nova York adotou o sistema de votação por ranking (ranked choice voting) para a eleição municipal. Mamdani fez uso inteligente dessa regra ao estabelecer alianças programáticas com outros concorrentes de esquerda. Ele e o defensor público Brad Lander pediram aos seus apoiadores que votassem no outro como segunda escolha, ampliando a chance de ambos superarem Cuomo na contagem final. Dias depois, outra coligação com Michael Blake consolidou a troca de preferências entre eleitores progressistas.
Essa estratégia foi decisiva para a vitória nas primárias democratas de junho, quando Mamdani reverteu uma desvantagem inicial e ganhou o apoio de 50,4 % dos eleitores, 13 pontos à frente de Cuomo. O resultado desmoralizou o establishment democrata e abriu caminho para a campanha no segundo turno, quando Cuomo continuou na disputa como candidato independente, apoiado pelo presidente Donald Trump. Mesmo com o apoio da Casa Branca, o ex‑governador não conseguiu conter o entusiasmo de jovens eleitores que se identificavam com a pauta de Mamdani.
Enfrentando críticas e preconceitos
O novo prefeito não escapou de polêmicas. Sua posição crítica em relação ao governo israelense e às ações militares em Gaza atraiu oposição de grupos pró‑Israel e levou a acusações de antisemitismo. Ao mesmo tempo, ele foi alvo de ataques islamofóbicos, inclusive de uma deputada republicana que o chamou de “candidato jihadista”.
Para neutralizar a narrativa de que pretendia “defundir a polícia”, Mamdani revisitou declarações passadas e pediu desculpas a policiais que se sentiram ofendidos. Ele esclareceu que não planeja diminuir o orçamento policial, mas sim reorganizar prioridades e investir em saúde mental e moradia. Essa postura conciliadora reduziu a resistência de eleitores moderados e evidenciou sua capacidade de ajustar discursos sem abandonar princípios.
Transição e diálogo com adversários
Após a vitória, Mamdani anunciou um time de transição que mescla especialistas em administração pública, acadêmicos e líderes comunitários, reforçando o compromisso com uma gestão técnica e plural. Entre os nomes estão Maria Torres‑Springer, ex‑vice‑prefeita, a ex‑presidente da Comissão Federal de Comércio Lina Khan, e dirigentes de organizações sociais. O futuro prefeito também nomeou o economista Dean Fuleihan como primeiro vice‑prefeito, sinalizando atenção às finanças municipais.
Em 21 de novembro, Mamdani foi à Casa Branca para seu primeiro encontro com Donald Trump. O encontro, embora cordial, surpreendeu aliados e críticos. O presidente republicano, que havia ameaçado cortar verbas federais caso o socialista vencesse, elogiou o prefeito eleito e disse “concordar mais do que imaginava” com suas ideias. Para Mamdani, o gesto foi pragmático: ele precisa manter laços institucionais com Washington para viabilizar investimentos em infraestrutura, segurança e programas sociais.
Lições de uma vitória histórica
A ascensão de Zohran Mamdani à prefeitura de Nova York oferece lições para a política contemporânea. Primeiro, mostra que a pauta econômica progressista — centrada na redução do custo de vida e no combate às desigualdades — pode ganhar terreno mesmo em cidades que historicamente elegem centristas. Segundo, evidencia a importância da mobilização de base, sustentada por doações pequenas e engajamento digital, capaz de superar estruturas partidárias tradicionais.
Por fim, a trajetória de Mamdani sublinha que candidatos de origens diversas podem romper barreiras com discursos inclusivos e estratégicos. Filho de imigrantes indianos, ele usou sua biografia para falar com a cidade de imigrantes, construindo uma narrativa que combina orgulho de suas raízes com compromisso com o futuro de Nova York. Ao celebrar sua vitória, afirmou que Nova York continuará sendo “uma cidade construída por imigrantes e agora liderada por um imigrante”.
A estratégia do jovem prefeito socialista reforça a ideia de que a renovação política não nasce apenas de nomes novos, mas de ideias novas sustentadas por organização, coragem e empatia. Como ele próprio declarou em seu discurso de vitória, citando o líder indiano Jawaharlal Nehru: “A história é feita de momentos de audácia. Este é um deles. Cabe a nós reescrevermos o futuro de nossa cidade.”
Россия: Пропагандисты ликуют: отрезали голову!
Пригожин оправдывается | Лавров умоляет о везите в США
Россия: Здоровье Навального в опасности
Россия: Вагнеровцев не хотят хоронить!
Вам пришла повестка на Госуслугах. Что делать?
Россия: Людмила Путин зарабатывала на долгах
Vídeo: Aqui pode ver o terror da Rússia na Ucrânia!
700.000 pessoas no maior festival de música do Médio Oriente
Presidente ucraniano fala em "desafio para a NATO"
EUA Pagam o Preço das Tarifas