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Exército indiano procura desaparecidos após inundações fatais no Himalaia
O Exército mobilizou nesta quarta-feira cães farejadores, drones e equipamentos de remoção de terra para procurar centenas de desaparecidos, um dia após uma inundação fatal no Himalaia.
Pelo menos quatro pessoas morreram e quase 100 estavam desaparecidas, incluindo 11 soldados, depois que um fluxo de água e destroços desceu esta semana por um estreito vale montanhoso e atingiu a localidade de Dharali, no estado de Uttarakhand.
"Colunas adicionais do Exército, com cães farejadores, drones, drones logísticos, equipamentos de remoção de terra, etc., foram mobilizadas para acelerar os esforços", afirmou o Exército em um comunicado.
A nota acrescenta que helicópteros militares foram utilizados para transportar produtos essenciais e resgatar pessoas isoladas.
Vídeos exibidos pela imprensa indiana mostram uma enxurrada lamacenta, repleta de destroços, no momento em que atingiu um prédio residencial nesta zona turística da Índia na tarde de terça-feira.
O ministro-chefe do estado de Uttarakhand, Pushkar Singh Dhami, afirmou que a inundação foi provocada por uma "explosão" de chuva e que equipes de resgate foram enviadas "em cenário de guerra".
- "Chuva incessante" -
Nesta quarta-feira, as chuvas intensas prosseguiam na região.
"Os moradores foram deslocados para áreas mais elevadas porque o nível da água subiu devido à chuva incessante", informou o Exército.
Segundo os meteorologistas, o nível dos principais rios do estado de Uttarakhand estava acima do limite de perigo.
Grande parte de Dharali estava sob lama e, segundo integrantes das equipes de resgate, o barro cobria, em alguns pontos, áreas localizadas a 15 metros de altura, o que pode significar que alguns edifícios estão completamente soterrados.
O serviço de meteorologia indiano emitiu um alerta para chuvas fortes em Uttarakhand.
As inundações e os deslizamentos de terra são comuns durante a temporada de monção na Índia, de junho a setembro, mas os cientistas afirmam que as mudanças climáticas agravam sua intensidade e frequência.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirmou no ano passado que as inundações e secas cada vez mais intensas constituem um "sinal de alarme" do que o aquecimento global provoca, o que torna o ciclo da água no planeta mais imprevisível.
O hidrologista Manish Shrestha afirmou que os 270 mm de chuva registrados em 24 horas nas áreas inundadas "constituem um fenômeno extremo".
Shrestha, do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado de Montanhas, radicado no Nepal, afirmou que esse tipo de chuva nas montanhas tem um impacto "mais concentrado" do que quando chove nas planícies.
P.L.Madureira--PC