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Lei "Vini Jr": Rio de Janeiro aprova medidas contra o racismo no futebol
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou na terça-feira um projeto de lei que prevê a interrupção ou suspensão de partidas de futebol em casos de racismo, na primeira ação concreta no Brasil após a onda de indignação por comportamentos racistas contra o atacante Vinícius Junior na Espanha.
O país se uniu para criticar os insultos proferidos contra Vini Jr., jogador do Real Madrid, que foi chamado de "macaco" durante uma partida contra o Valencia pelo campeonato espanhol no mês passado.
Mas a polêmica também gerou um debate sobre o problema nos gramados brasileiros, onde as denúncias de racismo aumentaram 40% em 2022, de acordo com os números preliminares do Observatório de Discriminação Racial do Futebol.
"Recentemente, o racismo escancarado sofrido em forma de perseguição pelo cidadão fluminense Vinícius Junior em partidas de futebol realizadas na Espanha o tornaram símbolo de resistência e reforçaram a necessidade da criação de uma política de incentivo ao respeito, bem como a criação de um protocolo de combate ao racismo em estádios e arenas esportivas", afirmou o deputado estadual Prof. Josemar (PSOL), autor do projeto de lei.
De acordo com o texto, "em caso de denúncia ou comprovada manifestação de conduta racista", as partidas serão interrompidas pelo tempo considerado necessário pela organização evento.
A lei afirma que qualquer pessoa pode informar as autoridades presentes sobre o suposto comportamento racista.
E o jogo pode ser suspenso se a ação for repetida ou se um grupo de pessoas participar dos atos de racismo.
O projeto foi batizado como "Lei Vini Jr" de combate ao racismo.
Vinícius, 22 anos, iniciou a carreira nas categorias de base do Flamengo e assinou pré-contrato com o Real Madrid quando tinha apenas 16.
O projeto de lei também prevê campanhas de conscientização nos intervalos das partidas e políticas públicas para atender as vítimas de racismo.
N.Esteves--PC