-
Botafogo empata na visita ao Barcelona-EQU (1-1) pela ida da 3ª fase da Libertadores
-
Sabalenka defende expansão dos jogos de Grand Slam para 5 sets; Swiatek e outras se opõem à ideia
-
Cuba autoriza pela primeira vez empresas mistas entre Estado e setor privado
-
Tripulantes de barco dos EUA interceptado em Cuba são acusados formalmente de 'terrorismo'
-
Fluminense contrata argentino Rodrigo Castillo, carrasco do Flamengo na Recopa Sul-Americana
-
Renato Gaúcho anuncia retorno ao Vasco após 18 anos
-
Secretário de Comércio dos EUA vai depor no caso Epstein
-
Preços da energia disparam e bolsas sofrem perdas por guerra no Oriente Médio
-
Liverpool perde nos acréscimos (2-1) para o lanterna Wolves e é 5º no Inglês
-
Strasbourg vence Reims (2-1) e vai à semifinal da Copa da França
-
Cinco pontos a destacar antes da nova temporada da F1
-
Barça chega perto da virada (3-0), mas Atlético de Madrid vai à final da Copa do Rei
-
Ex-presidente Clinton dá explicações sobre suas fotos nos arquivos Epstein
-
Petróleo e gás seguem nas alturas por guerra no Oriente Médio
-
Conscientização ecológica dá impulso a smartphones recondicionados
-
Justiça argentina decide se mortes por implosão de submarino eram 'evitáveis'
-
Trump ameaça 'cortar todo o comércio' com Espanha devido ao financiamento da Otan
-
Rodada suspensa do Campeonato Argentino será disputada em maio
-
ExxonMobil confia em fornecimento de petróleo e gás aos EUA apesar de guerra
-
CR7 sofre lesão na coxa e deverá ficar afastado por no mínimo duas semanas
-
Presença do Irã na Copa de 2026 continua sendo uma incógnita
-
Demissão de Filipe Luís aumenta turbulência no Flamengo
-
Secretária de Segurança dos EUA é questionada no Congresso sobre políticas migratórias
-
Médicos são condenados na Polônia por atrasar aborto que terminou em morte
-
Reino Unido enviará navio e helicópteros para proteger bases britânicas no Chipre
-
Evacuações no Oriente Médio começam com tráfego aéreo limitado
-
'Segurança e bem-estar' guiarão calendário da Fórmula 1, diz presidente da FIA
-
Trump recebe chefe do governo alemão, primeiro convidado desde início da guerra no Irã
-
Com guerra de EUA e Israel contra Irã, 'Eixo da Resistência' entra em 'modo sobrevivência'
-
Inflação sobe para 1,9% em fevereiro na zona do euro
-
River Plate anuncia Eduardo Coudet como novo técnico
-
COI faz apelo para garantir 'segurança dos atletas' nos Jogos Paralímpicos de Inverno
-
'Futuro do Irã não deve ser decidido fora de suas fronteiras', diz viúva do último xá à AFP
-
Imigração chinesa no México, mais de um século explorado a partir de um baú de lembranças familiares
-
Rodrygo sofre grave lesão no joelho e está fora da Copa do Mundo
-
Documentário iraniano indicado ao Oscar oferece uma visão sobre a liderança feminina
-
Economia do Brasil cresceu 2,3% em 2025 mas perde força
-
Documentários indicados ao Oscar dissecam problemas sociais dos EUA
-
Potosí, a mina da Bolívia que devora jovens atraídos pelo boom dos metais
-
Começa julgamento na Argentina pela morte de 44 marinheiros em implosão de submarino em 2017
-
Irã ataca embaixada americana em Riade; Israel avança no Líbano
-
Centenas de passageiros retidos em Bali devido à guerra no Oriente Médio
-
Filipe Luís não é mais técnico do Flamengo
-
França mobiliza caças sobre os Emirados Árabes Unidos para proteger suas bases militares
-
Bolsas operam em queda e preço do petróleo dispara com a guerra no Oriente Médio
-
Ataque contra embaixada dos EUA em Riade e bombardeios no Líbano e Irã no quarto dia de guerra no Oriente Médio
-
Líbano proíbe atividades militares do Hezbollah após ataques a Israel
-
Petróleo se mantém estável e ações caem na Ásia
-
Diante de comitê do Congresso, Bill Clinton diz que não sabia de crimes de Epstein
-
Trump vai participar pela primeira vez de jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca
França busca respostas após uma semana de distúrbios violentos
O presidente francês, Emmanuel Macron, recebeu nesta terça-feira (4) mais de 200 prefeitos de localidades afetadas pelos distúrbios da última semana para buscar respostas à crise provocada pela morte de um jovem baleado pela polícia.
"O retorno à calma será duradouro? Serei prudente, mas o pico que observamos nos últimos dias já passou", disse Macron no início da reunião com os prefeitos, grupo ao qual expressou "apoio e reconhecimento" por suas ações.
O encontro aconteceu no momento em que a redução dos distúrbios parece confirmada. Para a madrugada de terça-feira, as forças de segurança anunciaram um balanço de 72 pessoas detidas, 24 edifícios danificados e 159 veículos incendiados, mas nenhum policial ferido.
Os distúrbios explodiram na terça-feira (27) da semana passada, após a morte de Nahel, um jovem de 17 anos atingido por um tiro à queima-roupa de um policial durante uma operação de controle de trânsito no subúrbio de Paris.
Um vídeo de um morador de Nanterre registrou o momento da morte.
Desde então, delegacias, escolas e prefeituras foram incendiadas em todo o país, lojas foram saqueadas e fogos de artifício foram lançados contra os agentes das forças de segurança, uma reação à tragédia que provocou a retomada do debate sobre violência policial no país.
E o ataque com um carro durante o fim de semana contra a residência do prefeito de Haÿ-les-Roses (ao sul de Paris), o político de direita Vincent Jeanbrun, também deixou evidente a crescente violência enfrentada pelos funcionários públicos.
Mas a análise do cenário e a resposta serão complicadas. A direita e a extrema direita defendem a linha dura contra os distúrbios, enquanto a oposição de esquerda também critica o polêmico papel desempenhado pela polícia nas periferias.
As primeiras propostas apontam para a primeira opção. Durante uma visita na segunda-feira aos policiais, Macron defendeu "sanções econômicas" contra as famílias dos jovens que participam nos distúrbios. Na semana passada, ele pediu aos pais que mantenham os filhos em casa.
O ministro da Justiça, Éric Dupond-Moretti, recordou na sexta-feira ao Ministério Público a "responsabilidade criminal" daqueles que não exercem a autoridade parental, o que pode resultar em penas de até dois anos de prisão e multa de 30.000 euros (R$ 156.000).
"Se os benefícios e as ajudas sociais são cortados, a miséria se soma à miséria”, alertou o líder comunista Fabien Roussel em entrevista ao canal France 2, ainda mais quando os bairros onde ocorreram os distúrbios estão entre os mais pobres da França.
- "Terapia coletiva" -
A reunião entre Macron e mais de 200 prefeitos no Palácio do Eliseu - sede da presidência - é um momento "de terapia coletiva (...) extremamente doloroso", afirmou o prefeito de Grigny, Philippe Rio.
Para o administrador comunista do município da região parisiense, o vínculo "foi rompido" com os protestos sociais dos 'coletes amarelos' e as manifestações contra a reforma da Previdência. Os eventos abalaram os dois mandatos de Macron desde 2017.
A direita e a extrema direita, no entanto, criticam o que consideram "grande tolerância" da justiça, segundo o prefeito de extrema-direita de Beaucaire (sudeste), Julien Sanchez. "O que acaba de acontecer é um ato criminoso que exige uma resposta penal", disse o prefeito de Charleville-Mézières (nordeste), o direitista Boris Ravignon.
O balanço desde a semana passada, atualizado pelo ministério do Interior, inclui 3.486 pessoas detidas, 12.202 veículos incendiados e 1.105 edifícios e 209 delegacias atacados.
A violência e a revolta dos jovens nos bairros populares recordam os distúrbios que abalaram o país em 2005, depois que dois adolescentes morreram eletrocutados quando fugiam da polícia em um bairro do subúrbio de Paris.
A violência na França, que será a sede este ano do Mundial de Rúgbi e receberá os Jogos Olímpicos em 2024, provocou grande preocupação na comunidade internacional. A ONU pediu ao país que aborde o "profundo problema do racismo" na polícia.
P.Sousa--PC