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Cidades-sede da Copa do Mundo cobram milhões de dólares que a Fifa teria prometido
Várias cidades americanas que receberam jogos da Copa do Mundo de 2026 estão cobrando milhões de dólares que, afirmam, foram prometidos pela Fifa, informou o The Athletic nesta terça-feira (4).
Quatro executivos de cidades-sede do Mundial, que falaram à imprensa sob a condição de anonimato, afirmaram que representantes da entidade disseram que cada uma receberia US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões na cotação atual) em fundos de "legado" para construir infraestrutura voltada ao futebol e apoiar "projetos sociais".
O The Athletic informou que autoridades dessas cidades solicitaram os pagamentos depois que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou essas contribuições para as cidades-sede da Copa do Mundo de Clubes de 2025, nos Estados Unidos.
"Segundo quatro executivos dos comitês organizadores de cidades-sede nos Estados Unidos, que pediram para não serem identificados para protegerem suas relações, a cúpula da Fifa garantiu repetidamente às cidades que elas receberiam a mesma contribuição de US$ 1 milhão para projetos de legado, embora a organização nunca tenha feito um anúncio público nesse sentido", escreveu o portal.
Os quatro executivos afirmaram que essa promessa foi feita verbalmente por dirigentes do alto escalão da Fifa e reiterada às cidades em diversas reuniões, mas os recursos não foram repassados e agora várias cidades estão pedindo atualizações à equipe da Fifa sobre esses pagamentos".
Contactada pela AFP, a Fifa não quis se pronunciar sobre o assunto.
As cidades americanas de Seattle, San Francisco, Los Angeles, Dallas, Kansas City, Atlanta, Filadélfia, Miami, Boston e Nova York/Nova Jersey sediaram jogos da Copa do Mundo, organizada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México.
O torneio, disputado durante 39 dias e ampliado pela primeira vez para 48 seleções, contribuiu para que as receitas da Fifa alcançassem um valor recorde de US$ 15 bilhões (R$ 76,5 bilhões) durante o ciclo financeiro 2023-2026.
A notícia é mais um revés para Infantino, que enfrenta críticas da Uefa e de outras confederações, assim como de alguns setores dentro da própria Fifa, por sua proposta - já retirada - de abrir a Copa do Mundo a investimentos privados.
E.Raimundo--PC