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Promotores pedem ordem de proteção após post ameaçador de Trump
Promotores americanos solicitaram a uma juíza que restrinja as informações que Donald Trump pode invocar publicamente sobre as últimas acusações contra ele, citando uma postagem ameaçadora do ex-presidente que sua campanha defendeu neste sábado (5) como "discurso político".
Jack Smith, o promotor especial que supervisiona as acusações contra Trump por tentativa de anular as eleições de 2020, apresentou uma petição na sexta-feira à noite pedindo a uma juíza federal que imponha uma ordem de proteção para impedir que o ex-presidente revele detalhes sobre o caso.
Horas antes, Trump desafiou um juiz que o havia advertido a não discutir o caso com qualquer testemunha em potencial e postou em sua plataforma Truth Social a mensagem: "Se vier atrás de mim, irei atrás de você!".
Favorito à nomeação republicana para as eleições presidenciais de 2024, o ex-presidente se declarou inocente das quatro acusações de conspiração e obstrução eleitoral, a mais grave entre os vários processos que enfrenta.
A publicação agressiva em letras maiúsculas nas redes sociais foi citada e exibida por Smith perante a juíza do Tribunal de Distrito Tanya Chutkan.
"O que a ordem proposta busca evitar é a divulgação ou uso inadequado das provas descobertas, incluindo sua divulgação ao público", escreveram Smith e sua equipe.
"Essa restrição é particularmente importante neste caso porque o acusado fez declarações públicas anteriormente nas redes sociais sobre testemunhas, juízes, advogados e outros associados a questões legais pendentes contra ele", explicaram.
Se o acusado divulgar detalhes ou transcrições do grande júri obtidas durante o processo, "isso poderia ter um efeito prejudicial e ameaçador sobre as testemunhas ou afetar negativamente a justa administração da justiça neste caso", acrescentaram.
A equipe de campanha de Trump tentou justificar o ex-presidente.
"A publicação citada do Truth é um discurso político típico", disse um porta-voz em um comunicado neste sábado de manhã, sugerindo que o magnata de 77 anos estava se referindo a seus oponentes políticos e não a ninguém envolvido no caso.
O.Gaspar--PC