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Opositora Machado denuncia 'sequestro' de aliado na Venezuela após breve libertação
A vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, denunciou nesta segunda-feira (9) o "sequestro", na Venezuela, de um aliado próximo da oposição, que havia sido libertado poucas horas antes, e exigiu eleições democráticas.
Juan Pablo Guanipa, ex-parlamentar de 61 anos, esteve preso por quase nove meses acusado de conspiração. Sua libertação, no domingo, somou-se à de outros dirigentes próximos a Machado, a dois dias da aprovação prevista no Parlamento da anistia geral impulsionada pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
A promotoria explicou de madrugada que o opositor violou sua liberdade condicional e solicitou sua prisão domiciliar.
Mas a oposição e a família denunciam "desaparecimento forçado" por parte de homens fortemente armados.
"É a demonstração de que estamos enfrentando não apenas um regime criminoso, mas um regime que tem medo da verdade, que tem medo do cidadão", disse Machado a jornalistas em Washington, onde afirmou que o ocorrido não afeta seus planos de voltar ao país.
Guanipa dedicou suas poucas horas em liberdade à política: visitou familiares de presos políticos, percorreu Caracas em uma caravana de motocicletas e pediu novas eleições.
"Acho que isso tem que terminar com o respeito à vontade do povo venezuelano", disse Guanipa à AFP pouco depois de sair da prisão no domingo.
"No dia 28 de julho de 2024 o povo se manifestou, ali houve uma decisão popular", acrescentou, em referência às últimas eleições, que a oposição afirma que Nicolás Maduro roubou. "Queremos respeitá-la? Vamos respeitá-la, isso é o básico, isso é o lógico. Ah, não quer respeitá-la? Então vamos para um processo eleitoral."
Maduro foi deposto pelos Estados Unidos em uma operação militar que levou à sua captura em 3 de janeiro. Delcy Rodríguez, que governa sob pressão de Washington, iniciou um processo de libertação de presos poucos dias depois.
Até agora, 426 presos políticos foram libertados, segundo a ONG Foro Penal.
— "Exijo prova de vida" —
Assim que saiu da cela no domingo, Guanipa seguiu em uma caravana de motocicletas até a prisão do Helicoide, sede do serviço de inteligência que ONGs denunciam como um centro de torturas e que Rodríguez ordenou fechar.
Ele gritou palavras de ordem, abraçou familiares de presos políticos, pegou o microfone e fez um discurso: uma cena pouco comum até pouco tempo atrás, quando o medo predominava entre a oposição após prisões em massa e repressão.
A promotoria argumentou que ele violou as medidas cautelares acordadas para sua libertação.
"Ele saiu declarando e ameaçando", disse à AFP o procurador-geral Tarek William Saab. "Violou essas medidas cautelares, nas quais não podia declarar."
O poderoso ministro do Interior, Diosdado Cabello, criticou, por sua vez, a "estupidez de alguns políticos", sem fazer referência direta a Guanipa. "Acharam que podem fazer o que quiserem e fazer baderna no país, violando as próprias condições."
A família, no entanto, afirmou que o alvará de soltura inclui apenas a obrigação de apresentação periódica ao tribunal e a proibição de saída do país. "Falar, declarar e se expressar não é um crime", disse seu filho, Ramón Guanipa.
"Não nos disseram nem onde meu pai está nem para onde será levado", afirmou. "Não temos informação oficial sobre seu paradeiro."
"Exijo uma prova de vida do meu pai imediatamente. Ele não violou nenhuma das condições de sua libertação e não sabemos onde está", insistiu.
A congressista americana María Elvira Salazar, aliada do secretário de Estado Marco Rubio, advertiu nas redes sociais que "se algo acontecer" com Guanipa "haverá consequências muito graves".
Essa nova prisão "evidencia a tensão que existe entre a necessidade de uma abertura para cumprir as demandas externas e aliviar de alguma forma as demandas internas e a capacidade do sistema, que está em um processo de adaptação, de tolerar uma oposição organizada", explicou Juan Manuel Trak, consultor de risco político.
"A mensagem é que o espaço político, tal como estava sendo promovido por Guanipa nas poucas horas em que esteve livre, não está pronto", acrescentou à AFP.
A última aparição pública de Guanipa havia sido em 9 de janeiro de 2025, quando acompanhou Machado a um ato contra a posse de Maduro, que se reelegeu em eleições denunciadas pela oposição como fraudulentas.
L.Mesquita--PC