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Cerca de 250 mil pessoas protestam em Munique contra regime iraniano
Cerca de 250 mil pessoas se manifestaram, neste sábado (14), em Munique contra o regime iraniano, indicou a polícia da cidade alemã onde é realizada a Conferência de Segurança, que reúne até domingo numerosos líderes mundiais.
Os manifestantes viajaram de diferentes partes da Europa para participar da manifestação, que, segundo a polícia, reuniu aproximadamente 250 mil pessoas, aproveitando a Conferência de Segurança.
O protesto ocorre na praça Theresienwiese, constatou uma jornalista da AFP, e exige a queda da República Islâmica, após a repressão violenta dos protestos no país no mês passado.
"Quando um governo mata seu povo na rua, não é digno de confiança", declarou Razieh Shahverdi, uma iraniana de 34 anos que trabalha com marketing e que viajou de Paris para se juntar à manifestação.
Aclamado por uma multidão e sob um mar de bandeiras, chegou ao ato o filho do último xá do Irã, Reza Pahlavi, que, na Conferência de Segurança, havia pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para "ajudar" o povo iraniano.
"É hora de pôr fim à República Islâmica. É a reivindicação que ressoa desde o massacre dos meus compatriotas", afirmou Pahlavi, que vive exilado em Nova York, referindo-se à repressão dos protestos no Irã em janeiro.
Pahlavi, de 65 anos, disse estar pronto para conduzir uma transição política no Irã, de onde saiu ainda adolescente.
Muitos dos manifestantes em Munique exibiam justamente a bandeira iraniana com um leão e um sol, em vigor durante a monarquia até 1979.
"É a melhor opção para o nosso país porque conhecemos a família Pahlavi", argumentou Riana, médica de 40 anos que vive na Alemanha e prefere não revelar seu sobrenome por segurança.
A.S.Diogo--PC