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Incêndio em ônibus na Suíça foi provocado por um homem 'perturbado', diz promotor
O incêndio em um ônibus na Suíça, que causou a morte de seis pessoas, parece ter sido provocado por um homem "perturbado", que ateou fogo ao próprio corpo, declarou um promotor nesta quarta-feira (11).
"A declaração de uma testemunha indica que um homem (...) de origem suíça embarcou no ônibus levando sacolas. Em um dado momento, se borrifou com uma substância inflamável e ateou fogo a si próprio", explicou o promotor Raphael Bourquin durante uma coletiva de imprensa.
"Não há absolutamente nenhum indício que sugira que possa se tratar de um ato terrorista", afirmou, acrescentando que "aparentemente esta pessoa está entre os mortos".
A família do homem suspeito de ter ateado fogo ao próprio corpo, que tinha cerca de 60 anos e morava em Berna, tinha "denunciado seu desaparecimento", e "as provas atuais o descrevem como uma pessoa marginalizada e perturbada", acrescentou Bourquin.
O incidente ocorreu na rua principal da pequena cidade de Kerzers, 20 km a oeste de Berna, a capital suíça, por volta das 18h25 locais de terça-feira (14h25 de Brasília).
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram chamas com vários metros de altura saindo das janelas do ônibus e fumaça subindo aos céus ao anoitecer.
O incêndio "deixou pelo menos seis mortos e cinco feridos, três deles graves", declarou à AFP o sargento da polícia do cantão de Friburgo, Frederic Papaux.
"Por enquanto, a polícia considera o incêndio como um incidente originado por causa humana, e inclusive como um ato deliberado", acrescentou, sem dar mais detalhes.
"Os serviços de emergência se dirigiram rapidamente ao local e encontraram o veículo completamente envolto em chamas. Os bombeiros fizeram operações de resgate e extinção do fogo. Foi estabelecido um perímetro de segurança", informou a polícia em um comunicado.
Várias ambulâncias e um helicóptero se dirigiram ao local e três feridos foram levados para um hospital.
Outras duas pessoas foram examinadas no local, mas não precisaram de atendimento hospitalar.
- Investigação em andamento -
A polícia pediu à população que se mantenha afastada da área e siga as instruções dos serviços de emergência.
"Neste momento, conhecemos a identidade dos feridos. Se o chamado de testemunhas nos ajudar a identificar outros, poderemos avançar na investigação", ressaltou Papaux.
"Já a investigação no local demandará várias horas de trabalho. Vocês viram o estado em que ficou o ônibus", acrescentou.
A carcaça carbonizada do ônibus estava escondida atrás de lonas brancas instaladas ao longo da rodovia, constatou um jornalista da AFP.
A área estava isolada e agentes vigiavam atrás das faixas instaladas pela polícia. Também havia socorristas e caminhões dos bombeiros no local.
Trata-se do segundo incêndio com muitas vítimas em menos de três meses na Suíça.
Na madrugada de 1º de janeiro, um bar na cidade de Crans-Montana, um centro de esqui, pegou fogo, matando 41 pessoas e deixando 115 feridos.
"Estou chocado e entristecido de que o povo da Suíça perca vidas novamente em um incêndio grave", lamentou no X o presidente suíço, Guy Parmelin.
X.M.Francisco--PC