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Narcotraficante uruguaio Marset é preso na Bolívia
O narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, procurado pelos Estados Unidos e considerado um dos mais importantes do Cone Sul, foi detido nesta sexta-feira (13) na Bolívia, informou à AFP uma fonte do Ministério de Governo boliviano.
Marset estava foragido desde 2023 e suspeitava-se que circulava por vários países sul-americanos, como Venezuela, Brasil e Paraguai. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos oferecia 2 milhões de dólares (10,4 milhões de reais) por informações que levassem à sua captura.
"Sebastián Marset foi preso nesta sexta-feira de madrugada. Foi uma operação da polícia boliviana", afirmou um funcionário do governo que preferiu não revelar sua identidade.
A operação foi realizada em Santa Cruz de la Sierra, no leste, onde centenas de policiais foram mobilizados, constatou um jornalista da AFP.
Marset foi levado ao aeroporto de Viru Viru, onde foi colocado em um avião com matrícula dos Estados Unidos, segundo fontes do ministério.
Enrique Riera, ministro do Interior do Paraguai, declarou à imprensa que seu país também vai solicitar sua extradição, embora seja mais provável que vá para os Estados Unidos.
"Não seria estranho que houvesse um acordo de alto nível, pela gravidade do crime, para que fosse para os Estados Unidos ou finalmente extraditado para cá. O importante é que está preso", disse Riera.
- Lavagem de dinheiro -
Marset cumpriu pena por narcotráfico no Uruguai entre 2013 e 2018. Emigrou em 2019 para a Bolívia e estabeleceu-se no Paraguai, embora se deslocasse entre vários países do Cone Sul.
Em julho de 2023, Marset havia fugido da casa onde morava em Santa Cruz, um dia antes de uma megaoperação para capturá-lo, junto com sua esposa e seus filhos. Sua esposa encontra-se atualmente detida no Paraguai, após ter sido presa na Espanha.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou em maio de 2025 a acusação de Marset por "lavagem de dinheiro" sobre o lucros do narcotráfico através de instituições financeiras americanas.
As investigações das autoridades americanas indicam que o detido liderou uma rede que movimentou pelo menos 16 toneladas de cocaína para a Europa, das quais 11 foram apreendidas no porto de Antuérpia, na Bélgica.
Cartwright Weiland, funcionário do setor de narcóticos, afirmou então que o uruguaio era "um dos foragidos mais procurados em todo o Cone Sul" e "alvo central de uma importante investigação sobre o crime organizado no Paraguai".
A Bolívia é o terceiro maior produtor mundial de cocaína, depois da Colômbia e do Peru.
N.Esteves--PC